Mãe e barriga de aluguel engravidam de gêmeos, e casal espera 4 bebês

Essa matéria nos leva a refletir sobre como a infertilidade e seus tratamentos, muitas vezes, comprometem o poder de decisão das pessoas que vivenciam esse problema, na busca desenfreada por um filho. Há que se pensar que sempre é útil refletir com calma sobre o número de embriões a serem colocados no útero , para que no futuro, não se tenham problemas com a saúde da mãe, dos bebês e, nem mesmo, problemas financeiros.

Os médicos também são responsáveis por ajudarem as pacientes a decidirem sobre o melhor número de embriões a serem colocados no útero. Já no caso da matéria, na minha opinião, o médico não foi sensato e se precipitou, ao invés de aguardar a possível gestação de uma delas. Confiaram a matéria, publicada no site da Uol:

Um casal americano que tentou ter filhos por dez anos agora espera quatro bebês, já que a mulher engravidou de gêmeos ao mesmo tempo que a mãe de aluguel que havia implantado seus embriões. Após duas tentativas fracassadas de fertilização in vitro (FIV) e um aborto natural, Misty e Brian Baker se diziam exauridos, tanto no aspecto financeiro, como emocional e físico, quando a amiga Amber Pluckebaum, que já tinha dois filhos, se ofereceu para ajudar. “Quando ela disse estar disposta (a ser mãe de aluguel), me pareceu tão perfeito e natural”, disse Misty ao canal de TV RTV6. Em outubro do ano passado, o médico responsável pelo procedimento sugeriu que, além de implantar os embriões do casal no útero da amiga, Misty também tentasse a FIV uma última vez. “Eu acho que ela (Misty) pensou: ‘Claro, por que não? Mas não vai funcionar para mim. Nunca funciona’”, disse o médico William Gentry. Gentry selecionou dois embriões mais saudáveis para Amber e quatro de menor qualidade para Misty.

  Reprodução/RTV6  
Misty (foto à esquerda) e o marido tentaram ter filhos por dez anos; após Amber, sua melhor amiga, aceitar ser mãe de aluguel, Misty engravidou em um último ciclo de fertilização in vitro
Misty (foto à esquerda) e o marido tentaram ter filhos por dez anos; após Amber, sua melhor amiga, aceitar ser mãe de aluguel, Misty engravidou em um último ciclo de fertilização in vitro

SURPRESA DUPLA

A notícia de que ambas estavam grávidas de gêmeos surpreendeu a todos, inclusive ao médico. “Nunca as duas ficam grávidas de gêmeos ao mesmo tempo. Nunca vi isso antes”, disse Gentry ao canal de TV local. Segundo ele, Misty achou que a amiga ia ser bem-sucedida, então relaxou e acabou, finalmente, conseguindo engravidar. “Nós realmente acreditamos que ela (Amber) era o pedaço do quebra-cabeça que estava faltando, não só para que tenhamos as crianças que ela está esperando por nós, mas também esses dois”, disse o futuro pai Brian à RTV6, enquanto passava a mão na barriga de Misty.

SEPARAÇÃO

As duas amigas tiveram que passar a gravidez separadas, já que Misty e Brian se mudaram para Seattle, enquanto Amber e o marido, que também se chama Brian, continuaram a viver em Kokomo, Indiana, a 3 mil quilômetros de distância. Complicações no início da gravidez impediram que as duas viajassem, então Misty vem mantendo contato com Amber via Skype e telefone, enquanto seu marido visitou a mãe de aluguel algumas vezes. Os bebês que vão nascer em Seattle, um menino e uma menina, vão se chamar Connor e Hope, que quer dizer esperança; os nomes das gêmeas que nascerão em Indiana, duas meninas, serão Madison e Victoria. Amber e o marido dizem que sempre terão uma ligação especial com as duas meninas, mas com filhos de seis e quatro anos, eles brincam que estão felizes por não ter mais que acordar de madrugada ou trocar fraldas. Os quatro bebês têm data prevista para nascimento em junho, mas os médicos acham que o parto deve acontecer antes disso.


“Dia das Mães” e infertilidade: como lidar com essa dor?

Eis que chega maio e, inevitavelmente, todos os meios de comunicação nos fazem questão de lembrar- através de notícias e anúncios- que o “Dia das Mães” se aproxima. Para quem não é mãe e nem está, por enquanto, pensando em se tornar, esse é um dia sem grandes repercussões emocionais; para quem é mãe, costuma ser um dia especial e, geralmente, feliz, já que acontece o reconhecimento simbólico dos filhos (via presentes) de todos os cuidados até então prestados. Porém, para quem ainda não é mãe e está enfrentando dificuldades de vir a ser, este dia costuma ser quase que um pesadelo. Por mais que se saiba que esta data, antes de tudo, tem um forte apelo comercial, o simbolismo que ela traz consigo faz com que se abra um “buraco” ainda maior em quem está vivenciando a infertilidade. O questionamento interno a respeito de quando este dia chegará ou se chegará, passa o tempo todo na cabeça destas mulheres. Nesta época, é muito comum que as pessoas que passam por essa dificuldade, se sintam mais depressivas e pouco compreendidas em sua dor pelos que estão a sua volta; já que o “Dia das Mães” é de comemorações e, para quem não passa por esse problema, é mais difícil compreender como alguém pode se sentir machucado com essa data. O que poucos sabem, é que a mulher que vivencia a infertilidade se vê mergulhada num mundo de incertezas e dores. È muito frustrante desejar algo fortemente e ter o seu desejo negado, sem poder fazer muito para reverter esse quadro, afinal, nenhum tratamento de reprodução assistida oferece resultado certeiro. Nesse processo, muitas feridas são abertas, principalmente, relacionadas à feminilidade, autoestima e até mesmo, dentro da relação conjugal, a qual pode passar a ser percebida como mais frágil e vulnerável. Assim, é necessário ser muito forte e paciente para enfrentar esse processo. Resgatar todas as motivações que impulsionam o desejo e seguir em frente. É verdade que não sabemos quando o bebê virá e nem mesmo qual será o ano do seu primeiro “Dia das Mães”, porém, com certeza a persistência na luta para que o filho se torne possível permitirá que ele se torne um sonho real.

Luciana Leis

Livro Infantil Ajuda Pais a Explicarem sobre Técnicas de Reprodução Assistida para os Filhos

Vira e mexe os pacientes me perguntam como contar aos seus filhos sobre os tratamentos de reprodução assistida, já que são muito complexos e de difícil entendimento até mesmo para os adultos.

Pensando nisso, a psicóloga Kátia M. Straube escreveu o Livro “Lab- O planeta que fabricava bebês“. O livro conta às crianças, de maneira lúdica e com muitos desenhos coloridos, sobre os tratamentos para infertilidade . Aborda também os temas ovodoação e adoção de sêmen. Para os pais que conceberam com o auxílio destas técnicas, vale a pena conferir!

Luciana Leis

Dieta da Fertilidade

Mulheres que estão planejando engravidar muitas vezes esquecem que os alimentos são grandes aliados nessa fase, pois ajudam a manter as células reprodutoras ativas por mais tempo, aumentando as chances de concepção. “Estudos apontam que 15% dos homens e mulheres inférteis estão acima do peso, por isso é preciso ter mais atenção com aquilo que colocamos à mesa quando nos programamos para ter um filho”, explica a Dra. Sylvana Braga, médica ortomolecular, nutrologista, reumatologista e fisiatra. E no casal, não é só a mulher que deve se preocupar com a alimentação voltada para a fertilidade. “A Sociedade de Medicina Reprodutiva Americana mostrou que 83% dos homens com infertilidade não consumiam frutas e verduras, algo em torno de menos de 5 porções por dia. Já entre os homens que comiam frutas e verduras, o número cai para 40% de inférteis”, conta a Dra. Sylvana.Você sabia que, na dieta da fertilidade, o álcool e o café devem ser cortados da dieta? Eles aumentam o nível do hormônio feminino prolactina, o que conseqüentemente reduz a fertilidade. “O álcool, por si só, já é um grande inimigo da saúde e dificulta a fecundação por ser tóxico para os aparelhos reprodutores de ambos os sexos, além de desregular o ciclo menstrual. O café consumido em excesso (mais de uma xícara por dia) reduz pela metade a probabilidade de gravidez”, conta a médica. A famosa gordura trans, que dificulta a ovulação, também deve ser evitada. Dê preferência para a ingestão de gorduras poliinsaturadas e monoinsaturadas (óleos vegetais, azeite, peixes como sardinha, salmão) que favorecem a ovulação regular. Entre as substâncias que devem ser introduzidas na alimentação estão: ácido fólico, encontrado em alimentos como espinafre e feijão; zinco, presente no germe de trigo e na carne vermelha; vitamina B6, da banana e do frango; vitamina B12, obtida na ingestão de fígado e atum enlatado; e a nossa conhecida vitamina C, encontrada na acerola e em frutas cítricas como laranja e abacaxi. “Vale enfatizar que as chances são maiores se você encontra-se no peso saudável. Mulheres com sobrepeso devem perder de 5 a 10% do peso para aumentar as chances de engravidar”, finaliza a nutricionista Roberta Silva.

Por Karina Conde via site http://vilamulher.terra.com.br