Homenagem ao “Dia dos Futuros Papais”

Olá, seguidores!

Com a proximidade do “Dia dos Pais” quero dividir com vcs o comercial deste ano do chocolate Ferrero Rocher. O comercial aborda, de forma sutil, a conquista da gravidez no contexto da dificuldade de gravidez.

Penso que não podemos esquecer que os homens também sofrem em meio à infertilidade e e, em grande parte das vezes, são o ombro que nos acalenta nas decepções e o incentivo a não desistirmos do sonho. Fica aqui minha homenagem aos futuros papais!

Luciana Leis

 

O impacto da infertilidade na sexualidade de homens e mulheres

casalOlá seguidores! Tudo bem?

No post anterior comentei que postaria, aqui neste espaço, a minha outra pesquisa que foi aprovada no Congresso da Sociedade Européia de Reprodução Humana. Pois aqui está ela!

Desta vez, o tema foi sobre o impacto da infertilidade na sexualidade de homens e mulheres. Participaram do estudo 150 mulheres e 150 homens, ambos inférteis. Utilizei o teste do Quociente Sexual Feminino e Masculino para avaliar a sexualidade dos participantes.Como resultado observei que a sexualidade feminina sofreu significantemente maior prejuízo que a masculina. Além disso, os homens apresentaram menos disfunção de desejo sexual (6.7% versus 14.7%-p=0.025) de excitação sexual (0.7%versus 12%-p<0.001) e de orgasmo ( 0.7% versus 20% -p<0.001) que as mulheres.

Penso que esse dado não surpreende a maioria das pessoas que está vivenciando dificuldades para engravidar. Porém, acredito ser importante ressaltar que, embora o reflexo da infertilidade na sexualidade de homens e mulheres demonstre ser diferente, isso, de modo algum, significa que os homens sofram menos com esse problema. A infertilidade costuma gerar sofrimento em ambos, porém, sofrimento é algo subjetivo e vivenciado de diferentes maneiras.

Luciana Leis

A importância da religiosidade/espiritualidade nos tratamentos para infertilidade

féOlá, pessoal!

Semana passada aconteceu em Helsinki-Finlândia o Congresso da Sociedade Européia de Reprodução Humana, um dos mais importantes da área de Reprodução Assistida e eu, como pesquisadora, tive a alegria de ter  2 trabalhos meus selecionados para esse evento. Assim, irei dividir com vcs o que observei nestas pesquisas, postando, primeiramente, um dos trabalhos.

O primeiro trabalho teve como tema: A importância da religiosidade/espiritualidade em mulheres inférteis. Nesta pesquisa, meu objetivo foi investigar se a religiosidade/espiritualidade auxiliava na diminuição de sintomas de ansiedade e depressão. Utilizei no estudo uma escala, já validada, que mensurou religiosidade/espiritualidade (Spirituality Self Rating Scale) e outra escala que mensurou sintomas de ansiedade e depressão (Hospital Anxiety and Depression Scale ). Participaram da pesquisa 80 pacientes em tratamento de reprodução assistida (coito programado, inseminação artificial e fertilização in vitro). Como resultado observei que a religiosidade/espiritualidade não auxiliou na diminuição dos sintomas de ansiedade e depressão das pacientes, porém, demonstrou ser um recurso importante no enfrentamento da infertilidade, uma vez que colaborou para a manutenção das mulheres em tratamento, já que, pacientes  com maior tempo de infertilidade e número de vezes de realização de tratamentos anteriores pontuaram significantemente mais na escala de religiosidade/espiritualidade.

Portanto, este estudo mostra que a fé/religião auxiliam sim na conquista da gravidez, pois é preciso fôlego e muita força para seguir em frente e não desistir das tentativas frustradas de tratamento, pois a gravidez, tanto a que acontece em casa quanto a que ocorre por meio de tratamentos, está relacionada sim ao número de tentativas para alcançá-la.

Espero que tenham gostado! Em breve postarei o outro estudo.

Luciana Leis

5 dicas para não deixar as tentativas de engravidar desgastarem a relação

relacionamento  Olá, seguidores!

Gostaria de compartilhar com vcs uma série de entrevistas que concedi ao site: “Ficar Grávida”. Estou publicando abaixo uma delas e, em breve, posto as outras. Abçs à todos!

Luciana Leis

5 dicas para não deixar as tentativas de engravidar desgastarem a relação

O estresse causado pelas tentativas malsucedidas de gravidez pode desgastar o relacionamento entre o casal. Por isso, é essencial que o casal cuide da relação para suportar essa espera unidos. Não deixe que isso afete o seu relacionamento! Confira as dicas da psicóloga Luciana Leis – especialista em casais com dificuldades para engravidar.

1 – Mantenha a rotina

É importante manter a rotina que o casal tinha antes das tentativas. Trabalhem normalmente, visitem lugares que vocês costumavam ir antes de começarem a tentar engravidar. Não deixe que apenas o tema gravidez reja do relacionamento de você.

2 – Amplie as horas de lazer

Façam viagens para lugares especiais, saiam para jantar a dois e também com amigos, surpreenda o seu parceiro. Programas especiais são essenciais para o casal espairecer e tentar aliviar o peso das tentativas malsucedidas.

3 – Abra o coração

Luciana Leis diz que o diálogo entre o casal é imprescindível. “Dividam os sentimentos de frustação e ansiedade que essa vivência costuma trazer. Afinal, ambos estão passando pelo mesmo processo”.

4 – Não culpe o outro

Sejam parceiros! Não culpe o parceiro que apresenta o fator físico que dificulta a gravidez. Ninguém escolhe ter dificuldades para engravidar. Não estar conseguindo engravidar, é um problema do casal e não de um só.

5 – Resgatem sentimentos

Procurem resgatar os motivos que levaram vocês a se escolherem enquanto casal. Enquanto a gravidez não acontece, invistam no cuidado de um com o outro. Lembre-se: vocês não escolheram estar juntos através de um teste de fertilidade.

Fonte: http://www.ficargravida.com.br/comportamento/5-dicas-para-nao-deixar-as-tentativas-de-engravidar-desgastarem-relacao/

Entrevista sobre desejo de ser mãe Programa Vida Plena- LBV

Olá, queridos seguidores

Na semana do “Dia das Mães” concedi uma entrevista sobre “Fatores emocionais da infertilidade” ao programa Vida Plena da Legião da Boa Vontade- TV, a entrevista está disponível abaixo.Compartilho com vcs!

Espero que gostem!

Luciana Leis

“Dia das Mães”e infertilidade: a difícil espera

sonho-de-ser-maeOi, pessoal!

Penso que num blog que trata do tema sobre dificuldades para engravidar não tem como passar desapercebido o assunto “Dia das Mães” em meio a esse contexto.

Em outros anos já escrevi sobre esse dia, principalmente, reconhecendo que essa é uma data difícil a toda tentante e falando sobre a importância em não desistir do sonho pelo filho, mesmo em meio às dificuldades.

Neste ano, irei abordar esse assunto de outra forma, penso ser importante falar sobre os diversos caminhos possíveis à maternidade, ou seja, sobre as diferentes vias de acesso à realização desse desejo que pertence à maioria das mulheres.

Primeiramente, penso ser importante colocar que nenhum casal escolhe que irá ter dificuldades para engravidar, esse evento simplesmente acontece e obriga, inevitavelmente, os envolvidos nesta história a reverem seus próprios desejos por esse filho que ainda não veio e os modos de poder chegar até ele.

A grande verdade é que, depois que se constata que há um problema para engravidar, o mundo a sua volta parece ter mudado o sentido, há uma perda do modo anterior de viver, as coisas que antes lhe eram prazerosas não tem mais o mesmo brilho, a mesma intensidade de cores; o vazio invade a alma e a incerteza diante de se algum dia será possível a realização desse desejo, atormenta até mesmo as pessoas mais otimistas.

Não é raro eu escutar em meio aos atendimentos de mulheres com dificuldades para engravidar: “Se eu tivesse certeza de que em algum momento meu bebê vai chegar, mesmo que demorasse, tudo seria diferente…. a dúvida é que me mata!”. Realmente, não é nada fácil lidar com tanta incerteza e com os sentimentos de menos valia e incapacidade que costumam vir associados a toda esse vivência.

Isso sem contar que o mundo a sua volta não pára, e as pessoas que te cercam engravidam, tem filhos, te convidam para chá de bebê, aniversários de criança e por aí vai… quem está passando pela infertilidade sabe bem do que estou falando. E, como se não bastasse, além desses eventos já citados, temos também o “Dia das Mães”, data que tem um sentido totalmente diferente quando se está buscando engravidar e não mais ser somente filha.

São muitos enfrentamentos necessários para tentar estar bem enquanto esse filho não vem, porém, eu diria que enfrentamentos importantes e que poderão trazer um imenso amadurecimento depois que tudo isso passar.

Cada mulher, cada casal, diante do vazio do filho, pode buscar alternativas para realização de seu desejo. A via da reprodução natural é um caminho possível para a maioria dos casais, mas não para todos. Há casais que diante da dificuldade de gravidez, precisarão buscar outras vias para que esse filho possa chegar até eles. Os tratamentos de reprodução assistida, geralmente, conseguem ajudar a maioria das pessoas que o procuram, porém, mesmo com a ajuda desses, em alguns casos, o filho idealizado precisa passar por algumas alterações importantes no imaginário de seus pais.

Estou me referindo aos casais que, por alguma razão, são diagnosticados com ausência ou baixíssima qualidade de óvulos ou espermatozoides e, diante desse quadro, precisam recorrer a material de terceiros para realização do projeto parental. Percebo que são situações onde há grande angústia envolvida na decisão de aceitação ou não desse material, porém, quando essa se torna possível e o bebê chega, os momentos de alegria e plenitude não são menos legítimos do que os casais que fizeram tratamento com seu próprio material.

Além disso, há casais que, por razões financeiras, de não aceitação de tratamentos ou de outra ordem, optam pela adoção como via de chegada até seu rebento. O caminho também não costuma ser muito fácil, escolher o perfil da criança, ser avaliado para se tornar pai e mãe e esperar até o dia para tê-lo nos braços exige paciência e também persistência no sonho, porém, quando essa família se encontra, a felicidade transborda neste novo lar, a arte deste encontro tão feliz enche de afeto todos envolvidos nesta história, afinal, o processo de filiação é puramente emocional e não tem nada a ver com genética.

Portanto, percebemos que existem muitos caminhos possíveis para a constituição de uma família e, a grande verdade, é que não temos controle algum sobre esse processo, mas temos sim, formas de buscar que esse bebê possa chegar nós, sendo que o caminho a ser escolhido, dependerá da abertura de cada um para as diversas formas de se tornar pai e mãe.

Desejo a todas tentantes que o próximo “Dia das Mães” possa ser muito diferente, continuem insistindo nos seus sonhos e buscando formas de concretizá-lo, afinal, o sonho só se torna realidade para quem o sonhou!

Luciana Leis

X Jornada de Psicologia Humana Assistida e III Encontro de Psicologia em Reprodução Assistida

Queridos

Aproveito o espaço para convidar os profissionais que tenham interesse no campo de psicologia/ infertilidade/ reprodução assistida a irem ao evento no qual estarei dando uma palestra! Espero vcs!

jornada