A inveja e a culpa em relação à maternidade

Desde que nascemos, recebemos dos nossos valores familiares para que possamos ser “boas meninas” e no futuro “boas mulheres”. Assim, são sempre esperados pensamentos, atitudes e sentimentos nobres, para sermos aceitas e amadas pelos que nos rodeiam. Ser amável, educada e gentil, não sentir raiva, ódio ou inveja são alguns dos exemplos de qualidades esperadas para “boas pessoas”. Porém, sentimentos menos nobres também fazem parte do nosso mundo emocional. No entanto, nem sempre podemos e / ou conseguimos reconhecê-los, o que pode nos causar diversos danos emocionais. A vivência de infertilidade é frustrante demais para uma mulher. Na Maioria das vezes, traz em seu bojo sentimentos de raiva exemplo (por perguntam, quando o porquê filhos você e seu marido não tem), inveja (quando uma amiga engravida assim que pára de tomar a pílula tentar), sensação de fracasso (por Todo mês engravidar e se deparar com uma vinda da menstruação), dentre muitos outros. Todos esses sentimentos, rechaçados pela sociedade e quase sempre por, nós Nas Nas mesmas, são experimentados e logo em seguida bloqueados. Não é permitido que as mulheres entrem em contato com eles, para não irem contra “o modelo ideal de mulher e menina”. Lembro-me de uma paciente que se culpava muito por invejar a irmã, que engravidara e antes dela, cada uma menstruação, acreditava estar sendo castigada por Deus por alimentar este sentimento. Outra paciente suportava calada todas as cobranças de amigos e familiares por receio de ser indelicada, caso dissesse que não queria falar sobre esse assunto, quando, na verdade, uma infertilidade cabe somente a ela e ao marido. Há Necessidade de uma certa flexibilidade emocional e de permissão para que alguns sentimentos hostis RECONHECIDOS POSSAM e vivenciados ser, sem culpa, em meio às dificuldades para Obtenção da gravidez. Nossos sentimentos e atitudes nem sempre são nobres e nem tem Obrigação de ser. Sendo menos rígidas e mais tolerantes com nós Nas mesmas Nas, abrimos uma Possibilidade de vivenciar uma Totalidade de nossas emoções, boas ou más, tornando-nos, assim humanas, mais.

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