Vivenciando a perda de uma gestação

O aborto de repetição é uma situação na qual um casal experimenta três ou mais perdas gestacionais. Na espécie humana, o abortamento espontâneo é relativamente freqüente. 10% das gestações terminam em abortamento. Deste contingente, 85% têm uma causa genética, isto é, uma alteração cromossômica que inviabiliza a vida. Por esta razão, a ocorrência de um ou dois abortos é Considerada natural. Mas com uma recidiva de três ou mais abortos, alguma outra razão interrompendo DEVE estar como Gravidezes. Se uma mulher tem mais de 35 anos e dois abortos em seqüência, este quadro já pode indicar um problema um ser investigado. Os abortos de repetição são mais freqüentes entre as mulheres acima dos 35 anos de idade e as que estão se Submetendo um um tipo de tratamento para fertilidade da Restauração.  A mulher que sofre abortos de repetição vive um momento delicado, de um sonho interrompido de maneira bastante violenta. Após a ocorrência do aborto, é importante que a mulher POSSA contar com ajuda psicológica para auxilia-la no enfrentamento dessa situação. Pois de uma hora para outra, todas as fantasias, desejos e planos lhe são negados, restando um vazio enorme, não só pela falta do filho, mas também por outras lacunas que acabam sendo reativadas após essa vivência, como por exemplo: a falta de Segurança em si, de confiança no próprio corpo ou no relacionamento conjugal, dentre muitos outros sentimentos negativos. Antes de tentar engravidar novamente, além dos exames físicos para Detectar uma causa do abortamento, é fundamental que a mulher vivencie o luto pelo filho perdido e não emende uma outra tentativa de gravidez, logo em seguida. É preciso investigar as causas clínicas do aborto e passar pela experiência interna da perda, para depois, tentar engravidar novamente, sabendo que o novo bebê não será mais aquele que se foi. Durante o período de luto, que é bastante comum uma mulher se depare com muitos sentimentos conflituosos ao mesmo tempo. Sensação de incapacidade, revolta e culpa são prevalentes neste período. É compreensível que uma mulher reviva situações experimentadas não punida sendo passado para tentar justificar a razão pela qual ela acredita ‘estar’. Em meio a este emaranhado de emoções Ressurgem abortos provocados anteriormente, brigas com familiares, infidelidade conjugal, falta de repouso ou de cuidados durante a gravidez. Enfim, qualquer fato que POSSA explicar para si mesma o que aconteceu e, momentaneamente, Criar uma ilusão de preencher, mesmo que equivocadamente uma lacuna que ficou.

Luciana Leis é psicóloga, especializada no atendimento uma casais que Enfrentam problemas de fertilidade

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