Psicoterapia auxilia casais com dificuldades para engravidar

A decisão de ter um filho, seja pelo método convencional, ou recorrendo à fertilidade assistida, costuma vir acompanhada de uma série de expectativas. E quando o bebê demora a chegar, sentimentos como frustração e ansiedade juntam-se a lista de preocupações. O estresse que acompanha esses casais pode, mais do que tirar o sono, ameaçar a fertilidade de ambos. Segundo a especialista em fertilidade humana Maria Cecília Erthal, diretora do Centro de Fertilidade da Rede D’Or, na mulher o estresse pode alterar a liberação de hormônios que influenciam no ciclo ovulatório. “No caso dos homens, há diminuição da libido, além de prejuízo à produção de espermatozóides”. E mais: as substâncias secretadas no organismo feminino também podem interferir no movimento das trompas, que se tornam menos eficazes no processo de fecundação. Ajuda profissional Em busca de apoio emocional para lidar com o turbilhão de emoções que antecedem a gravidez, muitos casais recorrem à psicoterapia. Para Simone Perelson, psicóloga do Ambulatório de Reprodução Humana do Instituto de Ginecologia da UFRJ, apesar das pesquisas correlacionando fatores emocionais e infertilidade ainda não serem conclusivas, o simples fato de poder falar sobre a ansiedade ajuda o casal a lidar com a situação. “Mais do que aumentar as chances da gravidez acontecer, ajudamos o casal a se preparar para a paternidade”. Simone afirma que a insegurança com relação a procedência do sêmen ou do óvulo doado, assim como dúvidas quanto contar ou não sobre a fertilização assistida aos amigos, parentes e até para a criança a ser gerada, costumam ser freqüentes.“É preciso entender que é natural ficar ansioso ao passar por um processo como esse”, declara Simone. “Há quem se culpe, por achar que sua ansiedade é o que está impedindo a gravidez, entrando em um ciclo vicioso que gera mais ansiedade”. Para a especialista, o ideal é que todos os futuros papais e mamães tenham acompanhamento psicológico para que o lado emocional seja tão bem assistido quanto o lado físico. “É importante que haja diálogo com um psicoterapeuta, mesmo que uma única vez, para que o casal tenha espaço de levantar questões emocionais que não são pertinentes aos especialistas em reprodução”, afirma Simone.

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