Doadores de esperma pensam serem “pais” de seus descendentes, já doadoras de óvulos não pensam dessa maneira.

O número crescente de crianças nascidas através da doação de esperma e o fato de muitas dessas estarem atingindo a idade adulta apenas agora, está levando a uma revolução na forma de definição da família. Um grande número de adultos concebidos desta forma está começando a busca por seus doadores em países onde isso é permitido. Mas o que os pensam os doadores? Quanta responsabilidade que eles sentem? Um novo livro lançado recentemente vem dando algumas respostas. ” “Sex Cells: The Medical Market for Eggs and Sperm,” (University of California Press, September 2011) por René Almeling, onde uma professora assistente de Sociologia da Universidade de Yale, fornece insights sobre as relações entre doadores, receptores e as crianças concebidas. Ao longo de quatro anos, Almeling estudou seis bancos de esperma e entrevistou seus fundadores e funcionários. Ela também entrevistou 40 doadores. Um dos aspectos fascinantes da pesquisa de Almeling é que ela explorou como doadores, tanto de óvulos quanto de espermatozóides, percebem seus próprios papéis na família. Ela constatou que, apesar da sabedoria convencional pensar o contrário, são os doadores do sexo masculino que sentem uma ligação mais forte.”Uma das coisas mais surpreendentes que eu encontrei foi que os doadores de esperma têm uma visão clara de si mesmos, como pais, enquanto doadoras de óvulos insistem que não são mães”. Ela chegou a sugerir algumas explicações para a diferença: “Minha pesquisa aponta para uma suposição cultural de longa data em que a contribuição masculina para a reprodução é vista como primordial. De fato, os gregos antigos, que pensavam os homens como fornecedores da semente geradora e as mulheres como solo para nutrir, reconheceriam uma encarnação moderna dessa formulação em agências de fertilidade. Doadores de esperma acreditam que a sua semente é essencial para a formação de uma criança; já as doadoras de óvulos insistem que a sua contribuição é “apenas um óvulo”, apontando para a receptora como a mãe, pois ela é a única que nutre, por levar a gravidez, parto e educação da criança.

Fonte: The Washington Post-Lifestyle

Bem interessante a matéria acima, já que muitas pessoas acreditam que os homens pouco pensam a respeito de seu ato de doar sêmem. No entanto, vale lembrar que no Brasil a doação de sêmem tem caráter altruísta e se dá somente de forma anônima, portanto, não há como os descentes de adoção de sêmen irem em busca de seus “pais” biológicos.

 

 

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