Tornando-se pais adotivos

Compartilho com vcs. um texto que adorei! Espero que também gostem!

Vocês acabam de se tornar pais adotivos, ou estão pensando seriamente     nisso. Ao lado da expectativa e da alegria, o medo e a incerteza,  uma sensação     de incapacidade… igualzinho aos pais naturais.     A mãe natureza dá aos pais naturais a possibilidade da gestação,      que é um preparo físico e emocional, para a chegada do mais novo      membro da família, e sabemos que dura, em média, 40 semanas.

Já  com o filho adotivo essa “gestação” tem um     tempo impreciso, podem  ser anos ou dias. Mas seja qual for o tempo que vocês     tiverem entre o momento em que tem a certeza de que o bebê vai chegar     e o “grande  dia” da chegada, várias medidas podem ser tomadas     para facilitar  essa transição:

Descubram como se sentem os pais adotivos       Conversem com outros casais que adotaram bebês, sobre suas preocupações       e seus problemas e soluções.Leiam livros sobre o assunto.

Encontre um grupo de apoio a pais adotivos ou busque a ajuda de um psicólogo       especializado e faça um acompanhamento.

Descubram como se sentem os recém-nascidos       Façam um curso de preparação ao casal grávido       (ao menos às  aulas que falam de recém-nascidos e cuidados físicos       e  emocionais).

Aprendam um pouco sobre “inteligência emocional” a fim de       ajudar seu bebê recém-chegado. Leiam livros sobre bebês.

Dêem uma “boa” olhada nos bebês       Visitem amigas e conhecidas com bebês novos ou vá até       uma  maternidade ou berçário, e olhe bem para eles, para que       não  pareçam tão estranhos.

Façam as compras com antecedência       Programe-se, preparando uma lista de enxoval e objetos “úteis”       a um bebê. Vá às lojas especializadas e compre tudo o       que seu  filho usará nos próximos meses, assim terá mais       tempo livre para  quando ele finalmente chegar.

Escolham o pediatra de seu filho       A escolha antecipada do pediatra é tão importante para vocês       quanto para um “casal grávido”. Marcar uma consulta antes       da  chegada do seu filho possibilitará a vocês fazerem perguntas       e  manifestarem suas preocupações de pais adotivos. E daí,       tão logo o bebê chegue, já poderá passar por uma       consulta pediátrica, e o  médico saberá um pouco mais       sobre vocês, trazendo benefícios ao  bebê.

Considere a possibilidade de amamentar        Algumas mães-adotivas são capazes de amamentar seus bebês,       ao  menos em parte. Converse com seu ginecologista a respeito, ele fará       as orientações e encaminhamentos necessários.

Contem aos familiares e amigos a novidade       Pode ser do jeito mais tradicional: enviando um cartão  participando       a chegada do bebê (e deixando claro que é um bebê  adotado)       “Temos o grande prazer de comunicar a adoção de….”       . Ou informalmente, pelo telefone.

Lembrem-se: ao falar com  quaisquer pessoas sobre o bebê, refira-se       desde o começo a nosso  (a) filho (a) . E ao mencionar o casal que o       gerou, chame-os de  “pais biológicos” ou “pais de nascimento”,       nunca digam PAIS  VERDADEIROS, pois os pais verdadeiros são vocês.       E quanto mais  resolvida for esta questão para vocês, será       para os que os cercam.

Contem ao seu filho       Hoje, já não se pergunta mais se deve-se ou não contar       a uma criança que ela é adotiva. Faz parte do contexto geral       e todos os especialistas concordam que as crianças PRECISAM saber e       tem o  direito de saber de sua adoção. E sempre através       dos pais . Vocês  podem começar desde o momento que a criança       chega à casa.  Mencionando que foi “o melhor dia de suas vidas”       e que ” estão  muito felizes por terem adotado ele(a)”. Embora       a criança não seja capaz de entender o que significa a “adoção”       antes dos 3 ou 4  anos, o contato precoce com esse conceito fará parecer       natural e  tornará a sua explicação, quando vier, menos       ameaçadora e mais  fácil de suportar.

E finalmente, lembrem-se: os pais  adotivos tem direito a todas as       dúvidas, ansiedades, medos,  expectativas, surpresas e alegrias dos       pais biológicos. Portanto  permitam-se ser PAIS, sem medo de errar.

Fonte:Clarice Skalkowicz Jreissati-Guia do Bebê

4 respostas em “Tornando-se pais adotivos

  1. Estavamos na fila há muito tempo esperando nossa menininha… Ansiedade? Só quem fica na fila sabe do q estou falando. Chegaram em julho de 2010. Isso mesmo, chegaram, plural. Duas irmãzinhas (2 e 4). Eu não sabia q a gente poderia ser mais/tão feliz na vida sendo responsável e curtindo a maternidade.

E você, o que pensa sobre este assunto?

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