A busca pelo filho…

Quando se está tentando engravidar, é inevitável pensar em como será a sua vida com a chegada de um bebê. Pensamentos a respeito de como será o rostinho dele, que nome terá se for menino ou menina, como será tê-lo nos braços e muitas outras coisas… Tudo isso faz parte do processo de formação do “bebê imaginário”, sendo que, com a chegada do bebê real, todo esse arsenal de fantasias será projetado na criança e poderá ajudar na formação do vínculo, já que esse bebê já era desejado e fantasiado muito antes de nascer.

Isso não quer dizer que quem, de repente, se descobriu grávida e, a partir de então, passou a desejar essa criança, não possa formar vínculo com o bebê. Afinal, existem nove meses que antecedem o nascimento do filho e que permitem, sim, que a mulher crie esse tipo de vínculo.

No entanto, o casal que consegue planejar uma criança, acaba tendo mais tempo de poder ir amadurecendo aos poucos o papel de pai e mãe dentro de si, pensar nos modelos que tiveram, nas coisas que desejariam repetir ou mudar a partir da experiência com os seus próprios pais e, inclusive, organizar-se financeiramente para poder receber seu rebento.

Acontece que nem tudo são flores! E quando a busca pelo filho demora por concretizar-se, os sentimentos de fracasso e frustração estão constantemente atrelados a esse processo. A mulher passa a se cobrar por não conseguir engravidar, em contrapartida, seu companheiro também sente-se frustrado por não conseguir fecundá-la. Racionalmente, podem até compreender que isso não depende só deles, afinal, nenhum ser humano tem o poder de trazer uma vida para esse planeta. Porém, no íntimo de seus sentimentos, está o fracasso por não ter conseguido mais uma vez e a insegurança de nunca conseguir alcançar esse sonho.

Realmente, não é nada fácil lidar com a frustração de uma menstruação ou com um resultado de beta negativo quando se buscava- quer seja em casa ou com os tratamentos de reprodução assistida- um desfecho bem diferente. A vivência é muito semelhante a de um aborto, afinal, o “filho do imaginário” estava ali a todo tempo para ser personificado em um bebê real e não pode vir.

O reconhecimento de nossa impotência diante de muitos fatos da vida merece ser constatada e, principalmente, que nem tudo acontece exatamente no momento que desejamos. Jamais teremos explicação para tudo, entretanto, o fato de não acontecer na hora que queremos, em hipótese alguma, quer dizer que nunca será. O exercício da paciência é algo nobre, porém, nada fácil, já que nunca queremos nos frustrar.

Todo sonho tem um tempo próprio para se concretizar, assim, não resta alternativa para que aconteça, senão, esperar, buscar e acreditar!

Luciana Leis

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