Adoção ou tratamento: como tomar essa decisão?

Abaixo, divido com vocês uma entrevista que concedi ao Portal Terra. Espero que gostem!

Luciana Leis

Quando o casal enfrenta um problema de fertilidade, tomar uma decisão entre adotar ou seguir um tratamento é algo que faz parte de suas vidas. Em algumas situações, os dois podem até ter opiniões divergentes. “As dúvidas acontecem, principalmente, nos casos em que já houve várias tentativas de fertilizações frustradas e o casal começa a se sentir inseguro e a duvidar se pode ter um filho biológico”, explica Luciana Leis, psicóloga do Projeto Beta – Medicina Reprodutiva, de São Paulo. “Nesse momento, a adoção vem como uma possibilidade de satisfação do desejo de maternidade e paternidade.”

Independentemente de adoção ou tratamento, os dois lados têm de estar em comum acordo. Segundo Luciana, enquanto ambos não estiverem decididos, o melhor é ter paciência e continuar a busca por um consenso. Somente dessa forma homem e mulher estarão preparados para receber o filho.

“Quem tem dificuldades para aceitar a adoção não deve fazê-lo somente para agradar o companheiro. Dar a uma criança um lugar de filho é algo muito sério e que precisa estar muito bem resolvido dentro da pessoa que se propõe a isso”, alerta a especialista. “Por outro lado, realizar um tratamento de reprodução assistida sem estar de acordo pode ser algo muito dolorido e estressante. Nesse impasse, a ajuda de um psicólogo pode ser útil.”

O que deve ser levado em conta
O primeiro assunto que os casais devem discutir, de acordo com a psicóloga, é qual o peso que um filho biológico tem para eles. A partir disso, com discussões mais profundas ambos vão descobrir se poderiam abrir mão desse “link biológico” e se tornaram pais por um outro meio. “A grande maioria das pessoas idealiza um filho ao longo da vida. Desconstruir essa idealização para, a partir daí, atingir o filho real não é nada fácil”, esclarece. “No processo de adoção, há um luto pela perda do filho biológico, muitas vezes idealizado, e a busca pelo filho possível e capaz de atender à necessidade de serem pais”, comenta.

O respeito é essencial na hora de tomar essa decisão, afirma a psicóloga. O casal precisa saber ouvir a opinião do outro. “Ambas as opiniões devem ser respeitadas, porém, podem ser trabalhadas mais a fundo, num processo psicoterápico. Dessa forma, poderemos chegar ao que está por trás desse “não” para a adoção ou para os tratamentos”, diz. “O fato é que ambos podem ampliar seu ponto de vista e mudar de opinião por sentir-se capaz de aceitar o que antes não era possível”, explica Luciana.

E você, o que pensa sobre este assunto?

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