Medo do parto pode ser reduzido com informação e preparo

Abaixo divido com vcs mais uma entrevista concedida ao Portal Terra. Espero que gostem!

A pior dor que existe. É assim que normalmente é classificado o parto. Não é de se espantar que tantas mulheres tenham medo dele. Principalmente para grávidas de primeira viagem, o desconhecido gera ansiedade. Esse cenário pode ser minimizado, no entanto, com informação e preparação para o nascimento do filho – que também é classificado como o momento mais feliz da vida de uma mulher.

Mesmo que a medicina tenha evoluído, as histórias antigas permanecem no imaginário das mulheres. “Muita coisa do medo vem do passado. A tecnologia contribuiu para amenizar a dor e as complicações, tanto no parto normal quanto na cesárea. A mulher hoje faz o parto com anestesia”, afirma Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo.

Ainda assim, o medo do parto é bastante comum. “É bom que a mulher entenda que ela e quase todas as mães, principalmente de primeira viagem, também têm medo”, afirma Luciana Leis, psicóloga especializada em atendimento de casais com dificuldade para engravidar.

O relacionamento com o médico é essencial para que o medo seja reduzido. “A gente orienta que ela converse com o médico e tire todas as dúvidas, para deixar um pouco mais conhecido o que é tão temido na fantasia dela”, explica a psicóloga. A partir dessas informações, a mulher pode decidir o melhor tipo de parto para ela, sob orientação do médico.

Luiz relembra também a importância do pré-natal bem feito. “Ela sente que domina mais a situação. Quanto maior a segurança, menor o medo”, afirma. “Mas a ansiedade sempre continua um pouco. A expectativa do parto é muito grande”, ressalva ele.

Técnicas de relaxamento, massagens e exercícios que descontraem a musculatura pélvica e melhoram a respiração podem ajudar na ansiedade. Outro grande auxílio é encontrado nos grupos e cursos de gestantes. “Recomendo sempre grupos de grávidas para que as pessoas tenham essa troca de experiência”, diz a psicóloga, que também destaca a possibilidade das doulas, mulheres que dão aconselhamento a gestantes. “Elas costumam já ter passado por isso e sabem o que fazer”, conta.

A participação do homem na gestação e no parto também ajuda. “Envolver o marido nesse processo é importante. Ela tem medo de estourar a bolsa e estar sozinha. Ele tem que ser mais participativo. O parto é a dois”, afirma Luciana.

Medo das consequências do parto
Além da dor, são frequentes os medos de não reconhecer a hora do parto, de não saber como agir e de ter problema sexual ou de incontinência urinária depois da gravidez. Na cesárea, também é comum o medo da anestesia. “Isso tudo você ameniza com os cursos e com a conversa pré-natal”, diz o médico.

No caso da mãe que enfrenta uma segunda gravidez, existe o medo das consequências para o filho que ela já tem. “Ela pensa no que vai se passar com ele se acontecer alguma coisa com ela”, conta Luiz.

Medo excessivo
Se o medo do parto é normal para muitas mulheres, apenas em raros casos acontece de a mulher desenvolver uma fobia. Esse cenário é mais frequente em mulheres depressivas ou que passaram por trauma de dor.

“Existem mulheres que são mais sensíveis. Nesses casos, é essencial um trabalho de psicoterapia, para aprender a lidar com esse medo, que passa a ser uma ideia excessiva”, orienta Luciana.

Fonte: http://vidaeestilo.terra.com.br/fertilidade/noticias/0,,OI6025304-EI20143,00-Medo+do+parto+pode+ser+reduzido+com+informacao+e+preparo.html

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