Reprodução assistida: como ampliar o acesso?

Olá, pessoal!

Abaixo, divulgo a vcs um evento super importante que acontecerá na manhã do dia 08 de dezembro de 2012. Muitas mulheres não tem acesso aos tratamentos de reprodução assistida devido aos alto custos dos mesmo. Até aquelas que podem pagar, depois de várias tentativas, acabam também não tendo mais recursos financeiros para seguir em frente… E é justamente disso que esse fórum visa tratar. Compareçam, pois em casa sozinhas não teremos força para lutar pela ampliação do acesso aos tratamentos de reprodução assistida. Participem!!!

Reprodução assistida: como ampliar o acesso?

 A experiência americana…

A fertilização in vitro (FIV), bem como outras opções terapêuticas que envolvem o emprego das tecnologias reprodutivas são empreendimentos caros e pouco acessíveis para a maioria das pessoas no mundo todo.  No entanto, ter um filho é um sonho. E os sonhos despertam a simpatia de muitas pessoas. Quando alguém diz a um amigo, ou mesmo a um estranho, “estamos tentando ter um bebê” ou “estamos tentando adotar,” muitas vezes, as pessoas querem ajudar. E uma forma de ajudar quem deseja ter um filho ou de ser ajudado nesta empreitada é o crowdfunding, ou seja, colocar suas esperanças em um site que permite que outras pessoas doem dinheiro para a realização do seu sonho. Hoje, o crowdfunding é mais uma opção para tornar possível o sonho de formar uma família. Nos Estados Unidos, o uso do crowdfunding tem sido comum nos processos de adoção e de fertilização in vitro.

A experiência argentina…

Em junho deste ano, a Argentina aprovou uma lei que prevê que tanto o sistema público de saúde quanto os planos privados terão de cobrir os custos de todos os tratamentos de infertilidade, definidos pela Organização Mundial da Saúde como de Reprodução Humana Assistida. O acesso gratuito envolve tanto tratamentos de baixa complexidade, como indução da ovulação, como de alta, a exemplo da fertilização in vitro com o emprego de óvulos doados. A nova lei  também prevê a cobertura de custos de diagnóstico, medicamentos e terapias de apoio, de acordo com critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde portenho. Casais do mesmo sexo, no caso de mulheres, também poderão usufruir do benefício. Os homens terão de esperar a reforma no Código Civil para utilizar o sistema chamado de “gestação por substituição”.

A experiência brasileira…

No Brasil, onde existem cerca de 190 clínicas de reprodução humana e são realizados quase 15.000 ciclos de fertilização, o que resulta em algo em torno de 4.000 nascimentos por ano, as discussões sobre a cobertura integral dos tratamentos pelos planos de saúde e pelo sistema público se arrastam. Segundo Newton Eduardo Busso, presidente da Comissão Nacional Especializada em Reprodução Humana da Febrasgo, “há casais que peregrinam anos e anos em busca de auxílio para engravidar. E muitas vezes, quando conseguem o acesso ao tratamento, já é tarde demais. Este é o caso das mulheres que entram nas filas de espera aos 38 anos de idade e são chamadas pelas instituições públicas para avaliação e tratamento cinco ou seis anos depois da inscrição… É preciso refletir um pouco mais sobre este quadro: os serviços gratuitos são poucos e estão presentes em apenas 03 estados brasileiros (São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal). E por outro lado, os planos de saúde não oferecem cobertura aos seus beneficiários”, destaca o médico.

 Debate público sobre o acesso ao tratamento

Para discutir o acesso aos tratamentos de reprodução assistida acontece em São Paulo (capital), no dia 08 de dezembro, no Hotel Maksoud Plaza, o primeiro fórum de debates sobre este tema. O evento, que integra a grade de programação do XVII SPIC- Simpósio Paulista de Infertilidade Conjugal, é aberto ao público. E para participar é preciso fazer uma inscrição prévia por telefone: (11) 3515 7880 ou por email: spic@spmr.com.br.

Dentre os debatedores do tema, já estão confirmados:

  • Newton Eduardo Busso médico e presidente da Comissão Nacional Especializada em Reprodução Humana da Febrasgo. O ginecologista discutirá as dificuldades no campo financeiro, bem como a repercussão que a ausência de filhos traz aos casais inférteis, assim como a exclusão do rol de procedimentos realizados pela medicina de grupo dos tratamentos de infertilidade;
  • Nelson Antunes Júnior  médico e presidente da Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. O profissional abordará as necessidades em termos de tratamentos de Reprodução Assistida, ressaltando o grande número de casais que são excluídos deste processo por questões financeiras;
  •  Sergio Papier – presidente da Samer, Sociedade Argentina de Medicina Reprodutiva. O médico explicará aos presentes todo o processo de aprovação da lei argentina (já aprovada e que está sendo regulamentada) que prevê que tanto o sistema público de saúde quanto os planos privados cubram os custos de todos os tratamentos de infertilidade definidos pela Organização Mundial da Saúde como de “Reprodução Humana Assistida”;
  •  Eleuses Paiva médico e deputado federal por São Paulo (PSD-SP). O parlamentar abordará as iniciativas legais que podem ser propostas visando assegurar o amplo acesso aos tratamentos de reprodução humana assistida no Brasil;
  •  Claudia Colucci jornalista da Folha de São Paulo e autora dos livros “Quero Ser Mãe”, editora Palavra Mágica, e “Por Que a gravidez Não Vem?”, editora Atheneu. Por 12 anos manteve no UOL o blog “Quero Ser Mãe”, que tornou-se um grande fórum  de discussão sobre infertilidade na web.

SERVIÇO:

Evento: Fórum de Debate Público

Tema: Reprodução Assistida: como ampliar o acesso?

Gratuito e aberto ao público

Local: Hotel Maksoud Plaza

Endereço: Alameda Campinas, 150, Bela Vista, São Paulo.

Dia: 08 de dezembro de 2012

Horário: 08:00 às 10:00

Inscrições: Para participar é preciso fazer inscrição prévia por telefone: (11) 3515 7880 ou por email: spic@spmr.com.br.

Blog: http://reproducaoassistidacomoampliaroacesso.wordpress.com/

2 respostas em “Reprodução assistida: como ampliar o acesso?

  1. os exames laboratoriais do casal para tratamento de infertilidade são de cobertura obrigatória para os convênios?

    • Oi, Claudia! Depende do convênio que vc tem. Geralmente, os exames laboratoriais como: exames hormonais e sorologias, o convênio costuma cobrir; já os mais específicos como os genéticos e histerossalpingografia depende do plano. Abç

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