Os homens em meio aos tratamentos de reprodução assistida

homem tristeO post de hoje é sobre o papel dos homens, ou melhor, dos maridos/companheiros, em meio aos tratamentos de reprodução humana.

Já faz algum tempo que quero abordar esse tema aqui no blog, principalmente, porque costumo escrever inspirada nos acontecimentos da minha prática clínica. E os homens, figuras tão importantes, mas em muitos momentos, tão pouco evidentes em meio aos tratamentos de reprodução assistida, merecem destaque, já que, o que mais se evidencia nesse processo, são as figuras das mulheres e de seus médicos.

Pois bem, penso que precisamos estar muito atentas(os) no que se refere à participação dos homens em meio aos tratamentos para infertilidade, pois, embora a maior parte do processo ocorra no corpo da mulher- já que é ela quem terá que tomar as injeções de hormônios, realizar as ultrassonografias etc- o homem também é parte importantíssima nisso tudo, afinal, é ele quem, juntamente com sua esposa, está desejando essa criança e, portanto, deve ser incluído a todo momento nesse percurso, para não acabar sendo reduzido ao seu sêmen no dia da coleta do procedimento de reprodução assistida.

Além disso, os homens costumam sofrer, tanto quanto suas esposas, as ansiedades e angústias inerentes à vivência da infertilidade e seus tratamentos. No entanto, na maioria das vezes, se cobram em ser mais contidos para demonstrar o que sentem, afinal, costumam se colocar no lugar de “fortes” para amparar os sentimentos de suas esposas, as quais, além do desgaste emocional, passam também por todo o desgaste físico em seu corpo.

Porém, esse homem que se faz de forte, também precisa de um espaço para falar sobre seus sentimentos e ser acolhido. Não é raro vermos homens que passam por tratamentos de reprodução assistida, apresentarem queixas psicossomáticas como: insônia, quadros alérgicos, taquicardia, tiques etc.

A abertura de um espaço de troca comum dentro do casal, pode ser uma alternativa para o alívio das angústias, já que ambos poderão perceber que muitos de seus receios e inseguranças são iguais e, deste modo, poderão se acolher mutuamente. É importante que ninguém tente assumir uma posição de mais forte que o outro, e que essa troca possa ser verdadeira.

Em casos onde o casal se perceber muito frágil, a ajuda de um psicoterapeuta pode ser útil para auxiliá-los no processo de reequilíbrio emocional.

Luciana Leis

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