Reprodução Independente e seus Aspectos Emocionais

mae-filhoNos dias de hoje, as mulheres estão cada vez exigentes quanto à escolha do parceiro, o fato de serem independentes e  não precisarem mais se submeter financeiramente a um homem, como era antigamente, fez com que se tornassem mais seletivas.

O critério agora é o quanto o parceiro poderá lhe complementar emocionalmente e fazê-la feliz. O modelo de família tradicional: com pai, mãe e filho, continua sendo importante para as mulheres nos dias de hoje, mas não a qualquer preço, ou seja, quando o homem fica aquém dos padrões desejados, o pensamento costuma ser: “antes só do que mal acompanhada”.

Acontece que, quando o homem desejado tarda a aparecer, conforme os anos vão passando, o relógio biológico da mulher começa a “gritar” e o desejo de ter um filho pode passar a ser considerado para algumas, mesmo que esta esteja sem um companheiro no momento.

Se planejar uma gravidez dentro de um casamento não costuma ser algo fácil, imagina, então, sozinha .Vários dilemas e inseguranças costumam aparecer entre essas mulheres que não aceitam a falta de um parceiro como motivo para não irem em busca do sonho por um filho.

Entre os principais questionamentos estão: “Será que consigo dar conta de cuidar de uma criança sozinha?”, “Como vou conseguir arcar com todos os gastos que um filho exige?”, “Será que tenho o direito de tirar dessa criança a chance de ter um pai?”, “Poderei contar com o apoio de minha família?”, e muitas outras inseguranças.

Partir para um processo de reprodução independente exige que a mulher tenha conseguido dizer “sim” a maioria dos questionamentos acima.

Em geral, percebo que as mulheres que chegam sozinhas às clínicas de reprodução assistida estão muito decididas quanto à sua escolha e, embora algumas inseguranças façam parte deste cenário, o desejo por um filho é o que justifica irem em frente, em busca da realização do sonho da maternidade.

O suporte familiar costuma ser muito importante nesta busca, muitos pais e irmãos se apropriam juntamente deste desejo da mulher e passam a gostar da ideia de ter mais um pequeno membro na família.

Deste modo, o desejo por um filho, não necessariamente, precisa estar vinculado a conquista de um parceiro. Nos casos de reprodução independente, o filho pode vir antes, e isso em nada exclui a possibilidade de que um companheiro possa aparecer posteriormente e agregar à família.

Luciana Leis

 

 

 

 

 

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