O lado “B” dos tratamentos de reprodução assistida

fivOlá, seguidores!

Hoje o assunto que quero tratar aqui no blog é sobre os tratamentos de reprodução assistida. É a pura verdade que eles colaboram, e muito,  para ajudar casais a realizarem o sonho do filho, no entanto, pouco se fala do percusso até a chegada deste e das possíveis dificuldades neste caminho.

Primeiramente, precisamos desmistificar a ideia que várias pessoas têm de que basta fazer tratamento para conseguir engravidar, como se fosse algo fácil e garantido.

NÃO, infelizmente, não é bem assim, o que os tratamentos oferecem é a possibilidade de gravidez- já falei sobre isso diversas vezes no blog- mas, é bom sempre lembrar, pois expectativas idealizadas, costumam doer muito mais quando não se obtêm o resultado esperado.

Recebo muitos emails de pessoas que se sentiram enganadas, principalmente, pela mídia, acreditando que ficariam grávidas tão logo realizassem o tratamento, já que os meios de comunicação, geralmente, quando expõem o casal de artistas que conseguiu engravidar através das técnicas de reprodução assistida, dificilmente, fala de quantas tentativas foram realizadas até a conquista do bebê. É verdade que existem pessoas que engravidam logo na primeira tentativa de tratamento, mas essas não são a maioria.

Além disso, percebo que muitas mulheres, na faixa dos 40 anos, adiaram a maternidade acreditando que era possível ter um filho a qualquer momento com os avanços da medicina, afinal, é isso que as revistas e TV mostram a todo momento: “atriz fulana de tal, 48 anos, grávida de gêmeos”, “mulher de 60 anos dá a luz a bebê saudável” e por aí vai… Em nenhum momento a mídia discute as baixas chances de sucesso em mulheres com mais de 40 anos e, nas que passaram dos 45 anos, de que forma a gravidez foi possível, que, na grande maioria das vezes, o uso de óvulo doado foi imprescindível.

Um outro aspecto que acredito merecer destaque sobre os tratamentos, são os possíveis efeitos colaterais que estes oferecem às mulheres tentantes. Penso que, dificilmente, uma mulher que quer ter um filho, irá deixar de realizar o tratamento devido a esses possíveis inconvenientes, mas é necessário saber o que pode acontecer para não ser pega de surpresa. Experiências traumatizantes estão associadas ao despreparo psíquico, portanto, tomar conhecimento antes sobre os efeitos adversos do tratamento, sem dúvida, é importante.

O principal efeito adverso é a síndrome do hiperestímulo ovariano, a qual se configura, entre os principais sintomas, por: fortes dores e aumento do volume abdominal e líquido dentro da barriga. Outro sintoma, já não tão importante, mas que pode ocorrer com o tratamento, é o inchaço e mudanças no humor devido aos hormônios necessários para o estímulo da ovulação.

Sei que muita gente procura deixar de lado os temas abordados neste post, e procura só pensar no lado positivo, ou seja, na chegada do bebê. No entanto, acredito que poder entrar em contato com todo tipo de informação sobre os tratamentos, antes de iniciá-lo, pode ajudar no enfrentamento melhor de todo o processo, em especial, quando a situação não acontece da forma que imaginamos.

Luciana Leis

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