Mulher que recebeu transplante de útero dá à luz na Suécia

Não poderia deixar de postar essa matéria, principalmente, porque atuo na área de transplante e também em reprodução assistida! É um grande avanço da medicina e acredito que, em breve, muitas mulheres que nasceram sem útero ou o perderam por outros motivos, poderão ser beneficiadas desta técnica.

E viva os a medicina moderna!!!😉

Luciana Leis

Mulher que recebeu transplante de útero dá à luz na Suécia

A mãe, de 36 anos, recebeu o útero de uma amiga próxima de sua família no ano passado. Seu bebê, um menino, nasceu prematuro, mas saudável em setembro. Mãe e filho já estão em casa e passam bem. A identidade do casal não foi revelada.

“O bebê é fantástico”, disse o médico Mats Brannstrom, professor de obstetrícia e ginecologia na Universidade de Gotemburgo, que liderou a pesquisa e fez o parto com a ajuda de sua mulher, uma obstetra. “Mas é ainda melhor ver a alegria nos pais e o quanto eles estão felizes com o bebê.”

Bebê nasceu em Gotemburgo, na Suécia (Foto: The Lancet/AP)Bebê nasceu em Gotemburgo, na Suécia (Foto: The Lancet/AP)

O feito abre uma alternativa nova, mas ainda experimental, para milhares de mulheres que a cada ano não podem ter filhos porque perderam o útero para o câncer ou porque nasceram sem o órgão. Antes de esse caso ter provado que o conceito funciona, alguns especialistas questionaram se um útero transplantado poderia manter um feto.

Outros questionaram se um procedimento tão extremo – caro e cheio de riscos – poderia ser uma opção realista para muitas mulheres.

O médico Glenn Schattman, que foi presidente da Sociedade de Tecnologias para Reprodução Assistida e especialista em fertilidade da Universidade Cornell disse que transplantes de útero provavelmente permanecerão bastante incomuns.

“Isso não seria feito a menos que não houvesse outras opções”, disse. “Requer uma cirurgia muito longa e não isenta de riscos e complicações.”

Para os pais orgulhosos, os anos de pesquisa e experimentação fizeram a espera valer a pena. “Foi uma jornada muito difícil ao longo dos anos, mas agora temos o bebê mais incrível”, disse o pai, em uma entrevista por telefone. “Ele é muito, muito bonitinho, e nem grita, apenas resmunga.” O pai diz que ele e sua esposa, que são atletas profissionais, estavam confiantes de que o procedimento funcionaria, apesar de sua natureza experimental.

Brannstrom e sua equipe transplantaram úteros em nove mulheres ao longo dos últimos dois anos como parte de um estudo, mas complicações fizeram com que dois desses órgãos precisassem ser removidos. No início do ano, Brannstrom começou a transferir embriões em sete mulheres. Segundo ele, há duas outras mulheres grávidas no momento.

Antes desses casos, tinha havido duas tentativas de transplante de útero – na Arábia Saudita e na Turquia – mas nenhuma das mulheres conseguiu dar à luz. Médicos no Reino Unido, França, Japão, Turquia e em outros países estão planejando tentar operações similares, mas usando útero de mulheres que tenham morrido, em vez de órgãos de doadoras vivas.

A mulher sueca que deu à luz tem ovários saudáveis, mas nasceu sem útero, uma síndrome que aparece em uma a cada 4.500 meninas. Ela recebeu o útero de uma mulher de 61 anos, amiga de sua família.

Alguns críticos têm dito que pegar o útero de uma pessoa viva é anti-ético e um risco muito grande para o doador por uma operação que não tem o intuito de salvar uma vida. Mas Brannstrom diz que há poucos doadores mortos na Suécia para considerar essa opção.

Fonte: g1.globo.com

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