A difícil aceitação dos tratamentos para infertilidade

casalOlá, seguidores!!!

Primeiramente, desejo um lindo 2016 para todos vcs, com muitas realizações, principalmente, do desejo de ser mãe para as tentantes.

Hoje quero tratar de um assunto que pouco se fala e muitas vezes é negado por boa parte das tentantes: A difícil aceitação dos tratamentos para infertilidade.

Vocês podem pensar: “Como assim difícil? Se existe problema para engravidar é preciso tratá-lo e ainda bem que existe tratamento!”. Porém, não é bem deste modo que as coisas acontecem internamente. Objetivamente, claro que parece ótima a possibilidade de resolver essa dificuldade com a ajuda da medicina, no entanto, emocionalmente a aceitação de que será necessária a utilização de uma técnica de reprodução assistida para conquistar a gravidez não costuma ser fácil.

Acontece que a infertilidade, na maioria das vezes, costuma ser uma ferida narcísica. Em geral, as pessoas desejam engravidar através de relação sexual, com prazer e sem gastar dinheiro. Aceitar que existe um problema e que, talvez, a forma do bebê chegar será diferente dos demais, nem sempre se dá de forma tranquila.

Há um tempo para aceitação e elaboração do luto pela perda da fertilidade. Percebo que muitos casais demoram para irem atrás de um diagnóstico mais preciso ou tratamento, na esperança de que o bebê virá de forma natural. Em alguns casos, são anos até o casal decidir buscar um médico especialista em reprodução humana para compreender o que está acontecendo.

Além disso, na prática clínica, também percebo que algumas pessoas sentem até certa culpa por estarem indo atrás de tratamento para engravidar. Acreditam que fazer tratamento é “brincar de ser Deus”, “forçar a natureza”. Temem, inclusive, ter um filho com problema por estarem indo contra ao que estava determinado para elas.

O fato é que tratar a infertilidade não é diferente do que tratar qualquer outro problema físico, ou seja, tenta-se corrigir o que não está funcionando direito. Se, por exemplo, uma pessoa tem um câncer, ela pode se lamentar e não se tratar ” porque isso foi determinado para ela”. Por outro lado, ela pode buscar  ajuda da medicina, se tratar e se curar, afinal, pode existir a nossa parte para mudar os acontecimentos desfavoráveis que nos acontecem.

Sem contar que em reprodução assistida não há como ter controle sobre a gravidez, já que com o tratamento pode-se engravidar ou não, caso contrário, todo casal que busca por tratamento sairia grávido- fato que não é realidade. Daí ser impossível “forçar a natureza”!

De qualquer forma, é importante que o casal respeite seu próprio tempo para aceitar o diagnóstico de infertilidade, pois, somente diante desta aceitação é que os tratamentos de infertilidade serão possíveis para os que os buscam.

Vale destacar que, nem sempre, estar em tratamento para engravidar significa o ter aceitado. Assim, penso ser fundamental analisarmos se essa aceitação genuína está acontecendo, pois ela é muito importante para que o tratamento possa se dar de forma mais tranquila e efetiva, afinal, não existe um único caminho para a realização do desejo.

Luciana Leis

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