Embriões excedentes: o que representam e qual destino dar a eles?

embrião-congeladoOlá, pessoal!

O post de hoje é sobre um tema que é bastante recorrente nos tratamentos de fertilização in vitro (FIV) e que todas as clínicas de reprodução assistida, em um momento ou outro do tratamento, irão abordar com seus pacientes: que destino dar aos embriões excedentes?

Para quem ainda não tem tanta familiaridade com os tratamentos de FIV eu vou explicar, geralmente, neste tipo de tratamento, o médico estimula os ovários da mulher para que haja uma resposta com bastante óvulos, os quais são fertilizados com o sêmen do parceiro para que se tenha uma quantidade razoável de embriões. No entanto, de acordo com a resolução do Conselho Federal de Medicina, deve-se transferir para o útero da mulher um número máximo de embriões de acordo com a idade desta, assim, mulheres com até 35 anos podem transferir até 2 embriões, com idade de 36 a 39 anos até 3 embriões e com idade acima de 40 anos até 4 embriões.

Porém, muitas vezes as mulheres em tratamento conseguem produzir um número de embriões superior ao que pode ser transferido, nestes casos, as clínicas de reprodução humana congelam esses embriões excedentes e pedem ao casal que definam um destino a esses, o qual pode ser: manter congelado o material para uma tentativa futura (caso o tratamento vigente não dê certo ou, mesmo esse sendo bem sucedido, para um novo bebê num momento posterior), outra opção é doar para um casal infértil ou, ainda, manter o material congelado por tempo indeterminado (em casos onde não há mais desejo de realizar tratamento e nem mesmo doar para outra pessoa). No Brasil, descartar embriões é proibido pela nossa legislação atual.

Porém, manter embriões congelados nem sempre é simples, uma vez que para muitas pessoas esses tem representações que vão muito além de “simples embriões”, representam filhos, vida, pessoas etc. Sendo que noto que dentro de cada cultura e religião esses ganham um significado diferente.

Noto que há casais que mesmo com sentimento de “família completa” após tratamento de fertilização in vitro, se sentem culpados por não sentirem desejo de transferir embriões excedentes que foram congelados, como se estivessem deixando “filhos” de lado.

Já atendi mulheres que se sentiam muito angustiadas com o fato de os embriões ficarem congelados, pois diziam que estavam sozinhos, sem ninguém ao seu lado e passando frio. Para muitos o embrião tem sim status de gente e é, inclusive, dotado de alma.

Pensar em doar embriões para outro casal, então, pode ser algo inconcebível, afinal, nestes casos, é quase como se estivesse abandonando um filho de vez, dando-o para outra família que nem se sabe quem é ou como cuidará do bebê.

Há também os casais que percebem o embrião como um amontoado de células, que, sem a transferência destes para o corpo de uma mulher para terem a chance de se tornarem bebês, não representam nada além disso.

São muitas questões subjetivas envolvidas nesta temática, afinal, perguntas sobre: onde começa a vida? O que é filho? Embrião é ou não é uma vida? Entre outros, são todos questionamentos que terão uma resposta muito particular a depender de cada indivíduo e de acordo com suas crenças, cultura e história de vida.

Assim, penso que todo casal que pretende dar início a um tratamento de FIV, deve pensar, anteriormente,  que destino pretende dar a possíveis embriões excedentes. Vale lembrar, que ter embriões excedentes, pode facilitar tratamentos futuros, uma vez que a mulher não terá  que realizar a fase de estimulação ovariana, o que pode significar menor gasto físico e financeiro.

No entanto, se o tema “congelamento de embriões”  mobiliza muita angústia, pois o casal não gostaria de ter embriões congelados de forma alguma, discutir com o médico prós e contras do congelamento em seu caso particular faz-se necessário, sempre buscando considerar seus limites individuais para evitar problemas emocionais futuros.

Luciana Leis

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Neste Dia das Mães, data que costuma ser difícil para quem ainda não tem seu desejo de ser mãe realizado, compartilho um post da minha querida colega e também psicóloga, Keith Laura.

Vamos em frente! Sempre na esperança de em breve termos esse tão sublime desejo realizado!

Beijos à todas!

Luciana Leis!

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Hoje é dia das mães!

Sim, a maternagem pode ser feita em vários contextos, se considerarmos que se trata de uma conduta de cuidado, dedicação e a soma de muitos afetos. Porém sei que para quem quer ter um filho, seja gerando ou adotando, e se vê impedido em dado momento, muitas vezes saber disso não consola.

Creio ser a concepção algo que precede o fenômeno do um encontro de um óvulo com um espermatozóide. Uma das coisas que se acredita em psicanálise em relação a ter filhos é: um filho é gerado primeiramente no desejo. Portanto, uma mulher começa a gerar um filho a partir do desejo de ser mãe.

Desejo um feliz dia das mães para todas que já tem seus filhos em seus braços. Para todas que estão vendo seus filhos crescerem ou já os tem crescidos. Para todas as que estão grávidas. E especialmente para todas que já conceberam seu filho no desejo, em seu coração, pois agora é só uma questão de tempo e paciência para que esse desejo se torne realidade. Podem ter certeza que eu estarei com vocês nesta caminhada.

Agradeço aos profissionais que ajudam a transformar esse desejo em realidade! Esse dia também é um pouco de vocês. O trabalho de vocês é de um valor inestimável!

Feliz Dia das Mães!!!

O tempo das coisas

tempoÉ fato que boa parte das pessoas quando pára de evitar a gravidez imagina que em breve terá o bebê a caminho. No entanto, nem todos os casos são fáceis e rápidos assim. Muitos casais precisam lidar com uma variável que considero difícil: o tempo.

O tempo, a princípio pode parecer objetivo (ex: 1 hora, 3 semanas, 6 meses, 3 anos etc), porém, essa objetividade toda se perde na subjetividade que o vivemos. Desta maneira, aguardar 6 meses para que a gravidez aconteça pode ser um martírio para muitos, já para outros, a espera por 2 anos pode parecer razoável. Cada um tem seu próprio modo de administrar o seu tempo.

Porém, na maioria das vezes, percebo que é inevitável que as comparações não aconteçam. Assim, não se sentir incomodada(o) e passada para trás após a amiga dar a notícia que engravidou “sem querer” ou no mês seguinte que parou a pílula, quando se está há algum tempo tentando engravidar, é quase impossível. Sem querer ou perceber nos comparamos e, em certos momentos, nos colocamos ou atrás ou à frente dos que nos rodeiam.

Alguns se casaram aos 25 anos, separaram após 2 anos e nem mesmo tentaram engravidar, outros se casaram aos 40 e se “descobriram” grávidos no mês seguinte ao casamento.Alguns estão solteiros e buscando alguém para estar ao seu lado, constituir uma família, outros estão bem sozinhos e preferem manter assim.

Cada um funciona dentro do seu próprio tempo, da sua própria história. Não temos o poder de controlar a vida e, muito menos, certos fatos que precisamos viver. O que podemos é buscar nos fortalecer e crescer com as dificuldades que a vida nos impõe, afinal, as crises são ótimas oportunidades para o amadurecimento.

Penso que não existem “atrasados” ou “adiantados”, cada um vive sua própria história com todas suas “dores e sabores”. A realidade é que precisamos, muitas vezes, aprender a lidar com nosso próprio tempo, com a nossa própria história, a qual é única e merece ser tratada com carinho e respeito.

Claro que podemos batalhar para mudar o que não nos agrada, mas a variável tempo sempre precisará ser respeitada.

Luciana Leis

Nova gravidez após experiência de aborto

abortoA experiência de passar por um (ou mais) aborto(s) não é nada fácil, afinal, perda de filho é uma das perdas mais difíceis de serem elaboradas, não segue a ordem natural da vida- onde os pais partem primeiro- e é um processo complicado conseguir dar nome e lugar à essa dor, que aliás, nem nome tem, pois quando um filho perde os pais fica órfão, já o contrário, não existe nome.

Trata-se de um enlutamento muito singular, não de alguém objetivamente conhecido, mas de um bebê imaginário, o qual já vinha construindo vínculos antes mesmo de nascer. Não é à toa que essa dor é tão profunda e a ferida que ela deixa de difícil cicatrização.

Além disso, por se tratar de uma morte tão precoce, o aborto tende a ter dificuldade em ser reconhecido como perda de alguém pela sociedade, a qual, em geral, não lida bem com a morte, principalmente, de bebês. Frases como: “Foi melhor assim, ter um filho com problema seria muito pior”, “Antes agora que não deu tempo de você se apegar!” entre outras, são bastantes ouvidas pelas mulheres que já abortaram e só prejudicam que o luto por esse filho possa ser elaborado.

Percebemos que a mulher que sofre aborto fica perdida emocionalmente diante dessa dor, onde sente-se triste pela perda, mas, ao mesmo tempo, não tem seu luto autorizado de ser vivenciado pelos que estão à sua volta.

Somado à isso, o “fator surpresa” que, na maioria das vezes, essa experiência traz consigo, colabora por dificultar ainda mais o trabalho de elaboração desse tipo de perda, pois, quando somos pegos desprevenidos por algo, esse algo tende a se tornar um evento traumático para nosso psiquismo. Assim, muitas mulheres que passaram por essa experiência tentam evitar lembrar desse acontecimento, virar a página; além disso, se armam de uma série de defesas psicológicas para evitar o sofrimento novamente (como se isso fosse possível) na gravidez de um outro filho.

Notamos que a nova gravidez de uma mulher que sofreu aborto anterior vem marcada de uma forma diferente, ou seja, por medos e inseguranças diferentes das mulheres que não passaram por esse tipo de experiência. O fantasma da possibilidade de uma nova perda atormenta a todo tempo essa gestante, a qual, na maioria das vezes,  passa a ter dificuldades de investir nessa nova gravidez por medo de um novo aborto.

No atendimento à essas mulheres percebo que há dificuldade em fantasiar o bebê, receio de contar às outras pessoas sobre a gravidez e medo de comprar o enxoval para o novo rebento.

Mathelin (1999)  explica que quando uma grávida prepara o enxoval do seu filho “fabrica” para além das roupas, os braços, as pernas, a imagem do corpo do seu bebê em sua cabeça. A criança começa a tomar forma não só no ventre de sua mãe, mas também em sua fala, no seu desejo.

Porém, se o luto pelo filho anterior não tiver sido vivenciado  e elaborado, o investimento nesse novo bebê  ficará prejudicado,  fazendo com que a mulher se mantenha em um constante estado de alerta e angústia nesta  gravidez. A dificuldade na diferenciação da gestação que não vingou da atual é muito comum e merece cuidado psicológico para que não venha atrapalhar o sossego e o cuidado da grávida para com seu novo bebê.

O acompanhamento psicológico pós aborto, auxilia a mulher a dar contorno e significados a essa experiência, abrindo espaço para um novo bebê, o qual é único e necessita do investimento emocional de seus pais.

Luciana Leis

 

 

III Jornada Paulista de Psicologia em Reprodução Assistida

Esse post é destinado aos colegas psicólogos(as) e da área da saúde. Estou organizando a III Jornada Paulista de Psicologia em Reprodução Assistida pelo Projeto Alfa e Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Será dia 03/12/2016, sábado, das 8:30 às 13:30, na R Cincinato Braga, 37 (em frente ao Shopping Patio Paulista). Espero vcs!

Programação:

Desejo de filho: O que está por trás disso?

-Suporte Psicológico ao casal infértil: possíveis formas de atuação
-Desejo de filho o que está por trás disso?
-Dr. Google e as pacientes inférteis
-Apresentação e discussão de casos clínicos em infertilidade
-Reprodução assistida e as novas formas de conjugalidade e parentalidade
-Adoção como via de realização de desejo por um filho
-Avaliação psicológica de casais em fila de adoção
-Recepção de gametas de terceiros – revelar ou não a criança?

Informações e inscrição: eventos2@rgcomunic.com.br | (11) 3253-3713

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Homenagem ao “Dia dos Futuros Papais”

Olá, seguidores!

Com a proximidade do “Dia dos Pais” quero dividir com vcs o comercial deste ano do chocolate Ferrero Rocher. O comercial aborda, de forma sutil, a conquista da gravidez no contexto da dificuldade de gravidez.

Penso que não podemos esquecer que os homens também sofrem em meio à infertilidade e e, em grande parte das vezes, são o ombro que nos acalenta nas decepções e o incentivo a não desistirmos do sonho. Fica aqui minha homenagem aos futuros papais!

Luciana Leis

 

Dicas de boas maneiras frente à perda gestacional

Olá, seguidores, hoje quero dividir com vcs um texto bem bacana que todos que sofreram aborto ou fracasso de tentativas de tratamento para engravidar , provavelmente, irão se identificar. O texto é de autoria desconhecida, porém, ele está no Blog da Dra Luciana Herrero. Boa leitura!

Carta de uma mãe que perdeu o seu bebêcoração despedaçado

Quando estiver tentando ajudar uma mulher que perdeu um bebê, não ofereça sua opinião pessoal sobre sua vida, suas escolhas, seus projetos para seus filhos. Nenhuma mulher nesta situação está procurado por opiniões  sobre porque isto aconteceu ou como ela deveria se comportar.

Não diga: É a vontade de Deus. Mesmo se nós somos membros de uma mesma congregação, a menos que você seja um dirigente desta igreja e eu estiver procurando por sua orientação espiritual, por favor, não deduza o que Deus quer para mim. A vontade de Deus é que ninguém sofra. Ele apenas permite. Apesar de saber que muitas coisas terríveis que acontecem são permitidos por Deus, isto não faz estes acontecimentos menos terríveis.

Não diga: Foi melhor assim havia alguma coisa errada com seu bebê. O fato de haver alguma coisa errada com o bebê é que me faz tão triste. Meu pobre bebê não teve chance. Por favor, não tente me confortar destacando isto.

Não diga: Você pode ter outro. Este bebê nunca foi descartável. Se tivesse a escolha entre perder esta criança ou furar meu olho com um garfo, eu teria dito: Onde está o garfo? Eu morreria por esta criança, assim como você morreria por seu filho. Uma mãe pode ter dez filhos, mas sempre sentirá falta daquele que se foi.

Não diga: Agradeça a Deus pelo(s) filho(s) que você tem. Se a sua mãe morresse num terrível acidente e você estivesse triste, sua tristeza seria menor porque você tem seu pai?

Não diga: Agradeça a Deus porque você perdeu seu filho antes de amá-lo realmente. Eu amava meu filho ou minha filha. Ainda que eu tenha perdido meu bêbê tão cedo ou quando nasceu, eu o amava.

Não diga: Já não é hora de deixar isto para trás e seguir em frente? Esta situação não é algo que me agrada. Eu queria que nunca tivesse acontecido. Mas aconteceu e faz parte de mim para sempre. A tristeza tem seu tempo que não é o meu ou o seu.

Não diga: Eu entendo como você se sente. A menos que você tenha perdido um bebê, você realmente não sabe como eu me sinto. E mesmo que você tivesse perdido, cada um vivencia esta tristeza de modo diferente. Não me conte estórias terríveis sobre sua vizinha, prima ou mãe que teve um caso parecido ou pior. A última coisa que preciso ouvir agora é que isto pode acontecer seis vezes pior ou coisas assim. Estas estórias me assustam e geram noites de insônia assim também como tiram minhas esperanças. Mesmo as que tenham tido final feliz, não compartilhe comigo.

Não finja que nada aconteceu e não mude de assunto quando eu falar sobre o ocorrido. Se eu disser coisas de antes do bebê morrer… Ou de quando eu estava grávida…não se assuste. Se eu estiver falando sobre o assunto, isto significa que quero falar. Por favor, deixe-me falar.  Fingir que nada aconteceu só vai me fazer sentir incrivelmente sozinha.

Não diga: Não é sua culpa. Talvez não tenha sido minha culpa, mas no fundo sinto que falhei.  Eu estou tão brava com meu corpo que você não pode imaginar.

Não me diga: Bem, você não estava tão certa se queria ter este bebê… Eu já me sinto muito culpada sobre ter reclamado sobre mal estar matinais ou que eu não me sentia preparada para esta gravidez ou coisas assim. Eu já temo que este bebê morreu porque eu não tomei as vitaminas, comi ou tomei algo que não devia nas primeiras semanas quando eu não sabia que estava grávida.   Eu me odeio por cada minuto que eu tenha limitado a vida deste bebê. Se sentir insegura sobre uma gravidez não é a mesma coisa que querer que meu bebê morra, eu nunca teria feito esta escolha.

Diga: Eu sinto muito. É o suficiente. Você não precisa ser eloqüente. As palavras dizem por si.           

Diga: Ofereço-lhe meu ombro e meus ouvidos.          

Diga: Vocês vão ser pais maravilhosos um dia ou vocês são os pais mais maravilhosos e este bebê teve sorte em ter vocês. Nós dois precisamos disso.   

Diga: Eu fiz uma oração por vocês. Mande flores ou uma pequena mensagem. Cada uma que recebi, me fez sentir que meu bebê era amado. Não envie novamente se eu não responder.       

Não ligue mais de uma vez e não fique brava (o) se a secretária eletrônica estiver ligada e eu não retornar sua chamada. Se nós somos amigos íntimos e eu não estiver respondendo suas ligações, por favor, não tente novamente. Ajude-me desta maneira por enquanto.            Não espere tão cedo que eu apareça em festas infantis e ou chás para bebes ou vibre de alegria no dia das mães. Na hora certa estarei lá.

Se você é meu chefe ou companheiro de trabalho:   Reconheça que eu sofri uma morte em minha família não é simplesmente uma licença médica. Reconheça que além dos efeitos colaterais físicos, eu vou estar triste e angustiada por algum tempo. Por favor, me trate como você trataria uma pessoa que vivenciou a morte trágica de alguém que amava. Eu preciso de tempo e espaço.

Por favor, não traga seu bebê ou filho pequeno para eu ver. Nem fotos. Se sua sobrinha está grávida, ou sua irmã teve um bebê há pouco, por favor, não divida comigo agora. Não é que eu não possa ficar feliz por ninguém mais, é só que cada vez que vejo um bebê sorrindo ou uma mãe envolta nesta felicidade, me traz tanta saudade ao coração que eu mal posso agüentar. Eu talvez diga olá, mas talvez eu não consiga reprimir as lágrimas.

Talvez ainda se passarão semanas ou meses antes que eu fique pelo menos uma hora sem pensar nisso. Você saberá quando eu estiver pronta. Eu serei aquela que perguntará pelos bebes, ou como está aquele garotinho lindo?

Acima de tudo, por favor, lembre-se que isto é a pior coisa que já me aconteceu.

A palavra morte é pequena e fácil de dizer. Mas a morte do meu bebê é única e terrível. Vai levar um bom tempo até que eu descubra como conviver com isto.

(autor desconhecida, adaptação Dra. Luciana Herrero)