Será mesmo que um dia meu filho irá chegar?

incerteza-1Quem nunca se fez essa pergunta em meio ao contexto de dificuldades para engravidar? Penso que lidar dia a dia com essa incerteza é uma das coisas mais difíceis quando se está buscando ter um filho.

Já ouvi diversas vezes de pacientes: “Como é dura essa espera, se eu ao menos soubesse que em algum momento isso realmente irá acontecer, nem que demorasse, seria tudo bem menos angustiante!”. Entendo que é uma verdade, já que lidar com esse tipo de incerteza, é lidar com a possibilidade de nunca se tornar pai ou mãe.

Noto que, em meio aos tratamentos para engravidar, até mesmo em cada novo ciclo menstrual que se inicia, toda essa incerteza é colocada, de certa forma, de lado e a esperança de que o bebê está por vir alimenta o sonho de que, realmente, ele chegará. No entanto, quando a menstruação ocorre, a decepção e sentimentos de incapacidade costumam dominar, trazendo de volta, e de forma mais forte, a insegurança quanto à realização desse sonho.

Não é nada fácil lidar com essa “gangorra emocional”, onde ora parece que tudo irá dar certo e ora que tudo está perdido. Haja capacidade de resiliência para enfrentar esse processo! Porém, é justamente essa capacidade de enfrentar as adversidades que irá trazer o bebê para dentro de casa, na grande maioria dos casos.

Vontade de desistir de tudo e tirar esse desejo de dentro de si para parar de sofrer é algo bem comum entre as tentantes mais persistentes.  Há até mesmo as que começam a pensar nas vantagens de uma vida sem filhos, no entanto, tudo isso não costuma aplacar o desejo de ter uma criança; e é justamente esse desejo que impulsiona o atravessar de uma das “tempestades” mais difíceis da vida.

Coragem, persistência e certa dose de “negação” dos temores envolvidos em todo esse processo são necessários! Afinal, para se percorrer um caminho é necessário olhar para frente e manter a fé de que ele nos levará ao lugar esperado.

Luciana Leis

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Neste Dia das Mães, data que costuma ser difícil para quem ainda não tem seu desejo de ser mãe realizado, compartilho um post da minha querida colega e também psicóloga, Keith Laura.

Vamos em frente! Sempre na esperança de em breve termos esse tão sublime desejo realizado!

Beijos à todas!

Luciana Leis!

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Hoje é dia das mães!

Sim, a maternagem pode ser feita em vários contextos, se considerarmos que se trata de uma conduta de cuidado, dedicação e a soma de muitos afetos. Porém sei que para quem quer ter um filho, seja gerando ou adotando, e se vê impedido em dado momento, muitas vezes saber disso não consola.

Creio ser a concepção algo que precede o fenômeno do um encontro de um óvulo com um espermatozóide. Uma das coisas que se acredita em psicanálise em relação a ter filhos é: um filho é gerado primeiramente no desejo. Portanto, uma mulher começa a gerar um filho a partir do desejo de ser mãe.

Desejo um feliz dia das mães para todas que já tem seus filhos em seus braços. Para todas que estão vendo seus filhos crescerem ou já os tem crescidos. Para todas as que estão grávidas. E especialmente para todas que já conceberam seu filho no desejo, em seu coração, pois agora é só uma questão de tempo e paciência para que esse desejo se torne realidade. Podem ter certeza que eu estarei com vocês nesta caminhada.

Agradeço aos profissionais que ajudam a transformar esse desejo em realidade! Esse dia também é um pouco de vocês. O trabalho de vocês é de um valor inestimável!

Feliz Dia das Mães!!!

Por que é tão difícil lidar com a gravidez do outro quando estamos tentando engravidar?

invejaO post de hoje é sobre um tema que eu já trouxe algumas vezes aqui no blog e, como é algo que vira e mexe aparece entre as falas das mulheres que atendo ou me escrevem, resolvi  aborda-lo novamente.

Quem nunca se sentiu incomodada- em meio à dificuldade para engravidar- com a notícia de gravidez de um parente ou colega de trabalho? Ou então, com o comentário de uma amiga que diz: “Eu sabia exatamente quando estava ovulando e programei direitinho a chegada do meu bebê!”, se duvidar, essa mesma amiga também disse que programou o dia da relação sexual para que fosse menino ou menina! Aff! Às vezes as pessoas, realmente, acreditam que são onipotentes e que controlam tudo!

Esse sentimento de incômodo, de certa inveja, tem a ver com o desejo que temos de estar no lugar do outro, o qual está vivendo uma situação muito desejada por nós. Aliás, na maioria das vezes, noto que é muito difícil assumir o sentimento de inveja, pois ele é condenado pela nossa sociedade e, o sentir gera culpa e até mesmo pensamentos do tipo: “Vai ver que é porque sinto isso que não engravido! Estou sendo castigada(o)!”.

O fato é que, na verdade, não é a gravidez do outro que incomoda, mas sim o fato da gravidez não estar acontecendo conosco. Desta forma, nossa frustração com essa situação fica projetada no incômodo que sentimos do outro ter engravidado antes de nós, do outro poder viver essa experiência enquanto ainda estamos aguardando a nossa vez.

É muito difícil não se comparar, parece que o mundo todo engravida menos você, quando se está enfrentando dificuldades para ter um filho! Nas ruas, no ambiente de trabalho, no shopping, nas reuniões de família, sempre há uma grávida exibindo sua bela barriga. É incrível como nossa percepção muda neste momento e só enxergamos o que se relaciona com a nossa vivência!

Lidar com frustração, com o fato das coisas nem sempre serem do nosso jeito e no nosso tempo é complicado. Ninguém escolhe ter dificuldades para gerar um filho, isso escapa ao nosso controle, mas, é preciso enfrentar essa situação e aprender a lidar com os sentimentos dela decorrentes para não ficarmos só “no lado escuro da vida”. Buscar meios de “poder clarear” e encontrar paz/alegria em outras coisas, enquanto o bebê não vem, é possível e a psicoterapia muito pode ajudar nesse processo.

Luciana Leis

O tempo das coisas

tempoÉ fato que boa parte das pessoas quando pára de evitar a gravidez imagina que em breve terá o bebê a caminho. No entanto, nem todos os casos são fáceis e rápidos assim. Muitos casais precisam lidar com uma variável que considero difícil: o tempo.

O tempo, a princípio pode parecer objetivo (ex: 1 hora, 3 semanas, 6 meses, 3 anos etc), porém, essa objetividade toda se perde na subjetividade que o vivemos. Desta maneira, aguardar 6 meses para que a gravidez aconteça pode ser um martírio para muitos, já para outros, a espera por 2 anos pode parecer razoável. Cada um tem seu próprio modo de administrar o seu tempo.

Porém, na maioria das vezes, percebo que é inevitável que as comparações não aconteçam. Assim, não se sentir incomodada(o) e passada para trás após a amiga dar a notícia que engravidou “sem querer” ou no mês seguinte que parou a pílula, quando se está há algum tempo tentando engravidar, é quase impossível. Sem querer ou perceber nos comparamos e, em certos momentos, nos colocamos ou atrás ou à frente dos que nos rodeiam.

Alguns se casaram aos 25 anos, separaram após 2 anos e nem mesmo tentaram engravidar, outros se casaram aos 40 e se “descobriram” grávidos no mês seguinte ao casamento.Alguns estão solteiros e buscando alguém para estar ao seu lado, constituir uma família, outros estão bem sozinhos e preferem manter assim.

Cada um funciona dentro do seu próprio tempo, da sua própria história. Não temos o poder de controlar a vida e, muito menos, certos fatos que precisamos viver. O que podemos é buscar nos fortalecer e crescer com as dificuldades que a vida nos impõe, afinal, as crises são ótimas oportunidades para o amadurecimento.

Penso que não existem “atrasados” ou “adiantados”, cada um vive sua própria história com todas suas “dores e sabores”. A realidade é que precisamos, muitas vezes, aprender a lidar com nosso próprio tempo, com a nossa própria história, a qual é única e merece ser tratada com carinho e respeito.

Claro que podemos batalhar para mudar o que não nos agrada, mas a variável tempo sempre precisará ser respeitada.

Luciana Leis

5 dicas para não deixar as tentativas de engravidar desgastarem a relação

relacionamento  Olá, seguidores!

Gostaria de compartilhar com vcs uma série de entrevistas que concedi ao site: “Ficar Grávida”. Estou publicando abaixo uma delas e, em breve, posto as outras. Abçs à todos!

Luciana Leis

5 dicas para não deixar as tentativas de engravidar desgastarem a relação

O estresse causado pelas tentativas malsucedidas de gravidez pode desgastar o relacionamento entre o casal. Por isso, é essencial que o casal cuide da relação para suportar essa espera unidos. Não deixe que isso afete o seu relacionamento! Confira as dicas da psicóloga Luciana Leis – especialista em casais com dificuldades para engravidar.

1 – Mantenha a rotina

É importante manter a rotina que o casal tinha antes das tentativas. Trabalhem normalmente, visitem lugares que vocês costumavam ir antes de começarem a tentar engravidar. Não deixe que apenas o tema gravidez reja do relacionamento de você.

2 – Amplie as horas de lazer

Façam viagens para lugares especiais, saiam para jantar a dois e também com amigos, surpreenda o seu parceiro. Programas especiais são essenciais para o casal espairecer e tentar aliviar o peso das tentativas malsucedidas.

3 – Abra o coração

Luciana Leis diz que o diálogo entre o casal é imprescindível. “Dividam os sentimentos de frustação e ansiedade que essa vivência costuma trazer. Afinal, ambos estão passando pelo mesmo processo”.

4 – Não culpe o outro

Sejam parceiros! Não culpe o parceiro que apresenta o fator físico que dificulta a gravidez. Ninguém escolhe ter dificuldades para engravidar. Não estar conseguindo engravidar, é um problema do casal e não de um só.

5 – Resgatem sentimentos

Procurem resgatar os motivos que levaram vocês a se escolherem enquanto casal. Enquanto a gravidez não acontece, invistam no cuidado de um com o outro. Lembre-se: vocês não escolheram estar juntos através de um teste de fertilidade.

Fonte: http://www.ficargravida.com.br/comportamento/5-dicas-para-nao-deixar-as-tentativas-de-engravidar-desgastarem-relacao/

As diferenças de engravidar aos 20, 30 ou 40 anos de idade

Olá, pessoal!

Hoje quero dividir com vcs uma matéria com a minha participação para o site “Bebe.com.br”, espero que apreciem!

Luciana Leis

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gravidez-diferentes-idadesVocê se forma na faculdade, é efetivada no emprego, espera aquela promoção na empresa, dá entrada no apartamento e, finalmente, acha que está pronta para aumentar a família. Mas aí tem aquela viagem imperdível, o mestrado que vai ocupar muito do seu tempo ou, então, o futuro pai dos seus filhos não apareceu ainda. De repente, você apaga as velinhas dos 35 anos e só o que consegue ver à sua frente são os sinais de que o tempo está passando… E não há creme que disfarce a queda da sua quantidade de óvulos – fica, mesmo, cada vez mais difícil engravidar. No entanto, cada época da vida tem seus prós e contras quando o assunto é ter um filho. Às vezes, é seu emocional que precisa de mais cuidado, às vezes, é o seu exame de sangue que pede mais atenção. Seja quando for, um benefício (e o maior de todos) é inegável a qualquer tempo: tornar-se mãe.

Aos 20 anos

Do ponto de vida médico, o período dos 20 aos 30 anos é considerado o ideal para a gravidez. Afinal, é nessa fase que a fertilidade da mulher está em alta, que o corpo apresenta um risco menor de ter problemas durante a gestação e de o bebê apresentar falhas genéticas, pois os óvulos são mais novos. “Quando uma menina nasce, ela já tem um ‘estoque’ de óvulos que não vai aumentar, pois eles não continuam sendo produzidos. Pelo contrário, só diminui e envelhece ao longo da vida. Para dar uma ideia: no nascimento, são aproximadamente 2 milhões de óvulos e, quando chega a puberdade, restam 400 mil”, explica Rui Alberto Ferriani, doutor em ginecologia e obstetrícia e coordenador do Setor de Reprodução Humana da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto.

Por outro lado, são raros os casos em que a gestação acontece por escolha e planejamento nessa faixa etária. Com as mulheres se dedicando à carreira, o desejo de ser mãe tem sido cada vez mais adiado e, diferentemente do que acontecia há algumas décadas, nessa fase elas ainda estão começando a crescer profissionalmente e a construir um patrimônio. Além disso, é comum não se sentir madura o suficiente para criar um filho. “As pessoas têm uma dificuldade maior para se tornar independentes e a adolescência está se arrastando muito mais. As meninas ainda não saíram do papel de filha, então essa transposição para o papel de mãe demora mesmo. De qualquer forma, vale dizer que não importa a idade – o que vai fazer de uma mulher uma boa mãe é a capacidade dela de se conectar com o filho para atender às suas necessidades físicas e emocionais”, explica a psicóloga Luciana Leis, especialista em casais que tentam engravidar e que buscam auxílio em reprodução assistida.

Engravidar antes dos 30 anos também tem outro fator superpositivo que nem todo mundo conhece: ajuda a prevenir o câncer de mama. Isso porque os hormônios produzidos durante a gestação induzem uma proteína que inibe o crescimento desse tipo de neoplasia. Além disso, a amamentação funciona como uma proteção natural dos seios, já que durante o aleitamento as células do tecido mamário sofrem alterações, ajudando a reduzir o risco da doença.

A partir dos 30 anos

Dos 30 aos 35 anos, a medicina ainda considera uma época propícia para a gestação. Este também é o período que muitas mulheres consideram o melhor para a maternidade. Isso porque elas já não são mais tão jovens e não se sentem despreparadas, além do fato de ainda terem o organismo apto para gerar uma criança. “Isso é consequência, principalmente, de fatores sociais. Temos vários indicadores que mostram que as mulheres têm adiado a gravidez”, ressalta Rui Ferriani. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em 2013, 19% das mulheres que se tornaram mães em 2012 tinham entre 30 e 34 anos. Esse número era ainda mais alto no Sudeste (21,4%), o que é um resultado considerável para um país em desenvolvimento.

Em um estudo mais recente feito pelo Ministério da Saúde e divulgado em 2014, até a virada do século 20, apenas 22,5% das mulheres deixavam para ser mãe aos 30 anos. Hoje esse percentual subiu para 30,2%. Entretanto, vale lembrar que, depois dos 35 anos, as coisas começam a ficar mais difíceis. “Tanto a quantidade quanto a qualidade dos óvulos diminui e isso só tende a piorar. Então, se a mulher chegou a essa idade e ainda quer postergar a gravidez, o conselho que eu dou é congelar os óvulos. Esse é um procedimento caro, mas eles podem ficar congelados sem prazo de validade”, destaca o especialista, referindo-se à possibilidade de uma fertilização in vitro no futuro.

A partir dos 40 anos

Dizem que os 40 são os novos 30. O estilo de vida mudou muito nos últimos anos e aqueles que já chegaram a esta faixa etária estão mais joviais do que nunca. É natural, portanto, que as mulheres deixem para essa época o plano de se tornarem mães, como as atrizes Carolina Ferraz e Dira Paes, que anunciaram a gravidez aos 46 e 45 anos, respectivamente. Além da maturidade que vem com os anos, normalmente essa é uma idade em que não existe mais aquela sensação de estar “perdendo” alguma coisa ao ter um filho – já cresceu na carreira e atingiu uma estabilidade financeira.

“Nessa faixa etária, em geral, a mulher está muito mais amadurecida, tem uma vida estável e pode se dedicar mais à criança, tendo mais disponibilidade de tempo porque não precisa mais estudar e trabalhar como antes. Mas é preciso deixar claro que, embora seja mais ‘confortável’ deixar para engravidar nessa época por todos esses fatores, a questão da fertilidade é um problema e a mulher precisa saber que as chances de conseguir engravidar são menores”,  aponta a psicóloga.

Por isso, os cuidados devem ser multiplicados. “Toda gravidez aos 40 anos ou mais é considerada de risco. Além da questão da fertilidade, as chances de acontecer problemas na gestação aumentam e os principais deles são hipertensão, risco de aborto, alterações genéticas e pré-eclâmpsia”, explica Dr. Rui.

Se você chegou a essa idade sem ter se tornado mãe e ainda deseja engravidar, é importante buscar a ajuda de um profissional especializado. “É recomendado procurar um ginecologista que já esteja acostumado a acompanhar grávidas com mais idade antes mesmo de tentar. Depois, durante a gestação, o pré-natal é muito parecido com o tradicional, mas vai exigir alguns exames a mais para avaliar a saúde da mãe e do bebê, observando se ele tem falhas cromossômicas, por exemplo”, finaliza Tânia Schupp, doutora em ginecologia e obstetrícia pela Universidade de São Paulo e especialista em gravidez tardia.

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/saude/bebe/as-diferencas-de-engravidar-aos-20-30-ou-40-anos-de-idade

II Jornada Paulista de Psicologia em Reprodução Assistida- Dia 12/12/15

O post de hj é para meus colegas psicólogos (as). Estou organizando a II Jornada Paulista de Psicologia em Reprodução Assistida. Será sábado pela manhã, no dia 12/12/15, na cidade de São Paulo. A Jornada contará com a presença de diversas psicólogas com vasta experiência no campo da infertilidade e seus tratamentos. Inscrições com desconto devem ser feitas pelo telefone: 3253-3713. O valor com desconto é R$90,00. Façam suas inscrições, pois as vagas são limitadas e programação está super interessante. Confiram:

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