Neste Dia das Mães, data que costuma ser difícil para quem ainda não tem seu desejo de ser mãe realizado, compartilho um post da minha querida colega e também psicóloga, Keith Laura.

Vamos em frente! Sempre na esperança de em breve termos esse tão sublime desejo realizado!

Beijos à todas!

Luciana Leis!

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Hoje é dia das mães!

Sim, a maternagem pode ser feita em vários contextos, se considerarmos que se trata de uma conduta de cuidado, dedicação e a soma de muitos afetos. Porém sei que para quem quer ter um filho, seja gerando ou adotando, e se vê impedido em dado momento, muitas vezes saber disso não consola.

Creio ser a concepção algo que precede o fenômeno do um encontro de um óvulo com um espermatozóide. Uma das coisas que se acredita em psicanálise em relação a ter filhos é: um filho é gerado primeiramente no desejo. Portanto, uma mulher começa a gerar um filho a partir do desejo de ser mãe.

Desejo um feliz dia das mães para todas que já tem seus filhos em seus braços. Para todas que estão vendo seus filhos crescerem ou já os tem crescidos. Para todas as que estão grávidas. E especialmente para todas que já conceberam seu filho no desejo, em seu coração, pois agora é só uma questão de tempo e paciência para que esse desejo se torne realidade. Podem ter certeza que eu estarei com vocês nesta caminhada.

Agradeço aos profissionais que ajudam a transformar esse desejo em realidade! Esse dia também é um pouco de vocês. O trabalho de vocês é de um valor inestimável!

Feliz Dia das Mães!!!

“Dia das Mães”e infertilidade: a difícil espera

sonho-de-ser-maeOi, pessoal!

Penso que num blog que trata do tema sobre dificuldades para engravidar não tem como passar desapercebido o assunto “Dia das Mães” em meio a esse contexto.

Em outros anos já escrevi sobre esse dia, principalmente, reconhecendo que essa é uma data difícil a toda tentante e falando sobre a importância em não desistir do sonho pelo filho, mesmo em meio às dificuldades.

Neste ano, irei abordar esse assunto de outra forma, penso ser importante falar sobre os diversos caminhos possíveis à maternidade, ou seja, sobre as diferentes vias de acesso à realização desse desejo que pertence à maioria das mulheres.

Primeiramente, penso ser importante colocar que nenhum casal escolhe que irá ter dificuldades para engravidar, esse evento simplesmente acontece e obriga, inevitavelmente, os envolvidos nesta história a reverem seus próprios desejos por esse filho que ainda não veio e os modos de poder chegar até ele.

A grande verdade é que, depois que se constata que há um problema para engravidar, o mundo a sua volta parece ter mudado o sentido, há uma perda do modo anterior de viver, as coisas que antes lhe eram prazerosas não tem mais o mesmo brilho, a mesma intensidade de cores; o vazio invade a alma e a incerteza diante de se algum dia será possível a realização desse desejo, atormenta até mesmo as pessoas mais otimistas.

Não é raro eu escutar em meio aos atendimentos de mulheres com dificuldades para engravidar: “Se eu tivesse certeza de que em algum momento meu bebê vai chegar, mesmo que demorasse, tudo seria diferente…. a dúvida é que me mata!”. Realmente, não é nada fácil lidar com tanta incerteza e com os sentimentos de menos valia e incapacidade que costumam vir associados a toda esse vivência.

Isso sem contar que o mundo a sua volta não pára, e as pessoas que te cercam engravidam, tem filhos, te convidam para chá de bebê, aniversários de criança e por aí vai… quem está passando pela infertilidade sabe bem do que estou falando. E, como se não bastasse, além desses eventos já citados, temos também o “Dia das Mães”, data que tem um sentido totalmente diferente quando se está buscando engravidar e não mais ser somente filha.

São muitos enfrentamentos necessários para tentar estar bem enquanto esse filho não vem, porém, eu diria que enfrentamentos importantes e que poderão trazer um imenso amadurecimento depois que tudo isso passar.

Cada mulher, cada casal, diante do vazio do filho, pode buscar alternativas para realização de seu desejo. A via da reprodução natural é um caminho possível para a maioria dos casais, mas não para todos. Há casais que diante da dificuldade de gravidez, precisarão buscar outras vias para que esse filho possa chegar até eles. Os tratamentos de reprodução assistida, geralmente, conseguem ajudar a maioria das pessoas que o procuram, porém, mesmo com a ajuda desses, em alguns casos, o filho idealizado precisa passar por algumas alterações importantes no imaginário de seus pais.

Estou me referindo aos casais que, por alguma razão, são diagnosticados com ausência ou baixíssima qualidade de óvulos ou espermatozoides e, diante desse quadro, precisam recorrer a material de terceiros para realização do projeto parental. Percebo que são situações onde há grande angústia envolvida na decisão de aceitação ou não desse material, porém, quando essa se torna possível e o bebê chega, os momentos de alegria e plenitude não são menos legítimos do que os casais que fizeram tratamento com seu próprio material.

Além disso, há casais que, por razões financeiras, de não aceitação de tratamentos ou de outra ordem, optam pela adoção como via de chegada até seu rebento. O caminho também não costuma ser muito fácil, escolher o perfil da criança, ser avaliado para se tornar pai e mãe e esperar até o dia para tê-lo nos braços exige paciência e também persistência no sonho, porém, quando essa família se encontra, a felicidade transborda neste novo lar, a arte deste encontro tão feliz enche de afeto todos envolvidos nesta história, afinal, o processo de filiação é puramente emocional e não tem nada a ver com genética.

Portanto, percebemos que existem muitos caminhos possíveis para a constituição de uma família e, a grande verdade, é que não temos controle algum sobre esse processo, mas temos sim, formas de buscar que esse bebê possa chegar nós, sendo que o caminho a ser escolhido, dependerá da abertura de cada um para as diversas formas de se tornar pai e mãe.

Desejo a todas tentantes que o próximo “Dia das Mães” possa ser muito diferente, continuem insistindo nos seus sonhos e buscando formas de concretizá-lo, afinal, o sonho só se torna realidade para quem o sonhou!

Luciana Leis

Dificuldades para engravidar e o “Dia das Mães”

mae-segurando-a-mao-do-bebe-15845Olá, seguidores!

Eu não poderia deixar de escrever algo para o “Dia das Mães” que é amanhã.

Entendo, perfeitamente, que é uma data que costuma deixar muitas “tentantes” ainda mais chateadas, afinal, o apelo na TV e outros meios de comunicação, deixam as feridas desse processo de busca pelo filho mais abertas.

Somado a isso tudo, as redes sociais com fotos de mães e as suas lembrancinhas dos filhos para elas, intensificam todas essas emoções e tornam esse vazio um buraco profundo, afinal, é como se todo esse apelo trouxesse mais inseguranças e o questionamento: “Será que um dia eu vou viver isso?”.

Acredito que são pensamentos e sentimentos esperados nesta época, inclusive se a inveja começar a querer (re)aparecer. Inevitavelmente, há situações onde a vida nos coloca de frente com nossas frustrações e, acredito que o “Dia das Mães”, é um desses momentos.

Diante disso, buscar meios de lidar melhor com esse dia pode ser um caminho para tentar ficar menos triste. Evite acessar o tempo todo redes sociais nesta época e fuja dos comercias de TV com essa temática, se essas coisas te aborrecem. Isso é diferente de não buscar enfrentar essa situação, mas sim, uma forma de se proteger um pouco mais de contextos que podem fragilizá-la ainda mais, como esse dia em específico.

Para as que têm mãe, aproveitem esse dia com ela, na posição de filha; e para as que perderam sua mãe, busquem se envolver neste dia com atividades que lhe distraiam e lhe dêem prazer.

Porém, não deixem de lado o sonho e a esperança de poderem viver essa data na posição de “Mãe”, afinal, a vida é dinâmica, e neste movimento que lhe é próprio, amanhã pode ser você neste lugar tão sonhado. Boa sorte!

Luciana Leis

“Dia das Mães” e Infertilidade: não deixe o sonho morrer

mae_e_bebe2_400Eis que se aproxima o “Dia das Mães”, data de comemoração para as mulheres que já possuem seus filhos e também de festa para os filhos que contam com o prazer ilustre desta doce presença em suas vidas.

Porém, nem tudo são flores,  já que um misto de sentimentos conflitantes podem surgir em meio à essa data para as mulheres que estão em busca de vivenciar, agora no papel de mães, esse grande dia. Desta forma, precisam se deparar com a espera e incerteza deste filho que não chega, podendo contar, somente, com essa comemoração no papel de filhas. Mas isso não basta quando a vontade de ser mãe grita em seus interiores.

Em meio ao bombardeio de anúncios de TV, jornais e revistas que trazem nesta época muitas mães felizes ao lado de seus filhos, há do outro lado, uma vasta multidão de mulheres em busca  da realização do sonho de serem mães, que observam tudo isso com seus corações partidos e, em alguns casos, desesperançados.

A vivência da dificuldade de gravidez não é nada fácil, a frustração e tristeza costumam estar bastante atreladas em meio à essa experiência, sendo que a falta de respostas do “porquê” estar tendo que passar por tudo isso algo que atormenta.

Cada menstruação que desce anuncia a morte de um bebê imaginário, construído ao longo de todo o mês, que não pôde se materializar. Quanto maior a espera por esse filho, maior também são as incertezas e inseguranças de que um dia ele chegará.

Manter a esperança de que, em algum momento, o sonho será possível não é uma tarefa fácil em meio à tantas dores e decepções. No entanto, o desejo de ser mãe costuma ceder energia para o enfrentamento desta situação e busca por soluções desse problema.

Alimentar a esperança é fundamental para que se possa ter motivos para lutar e não desistir dos sonhos, mesmo quando eles parecem estar distantes.

Luciana Leis

“Dia das Mães” e infertilidade: como lidar com essa dor?

Eis que chega maio e, inevitavelmente, todos os meios de comunicação nos fazem questão de lembrar- através de notícias e anúncios- que o “Dia das Mães” se aproxima. Para quem não é mãe e nem está, por enquanto, pensando em se tornar, esse é um dia sem grandes repercussões emocionais; para quem é mãe, costuma ser um dia especial e, geralmente, feliz, já que acontece o reconhecimento simbólico dos filhos (via presentes) de todos os cuidados até então prestados. Porém, para quem ainda não é mãe e está enfrentando dificuldades de vir a ser, este dia costuma ser quase que um pesadelo. Por mais que se saiba que esta data, antes de tudo, tem um forte apelo comercial, o simbolismo que ela traz consigo faz com que se abra um “buraco” ainda maior em quem está vivenciando a infertilidade. O questionamento interno a respeito de quando este dia chegará ou se chegará, passa o tempo todo na cabeça destas mulheres. Nesta época, é muito comum que as pessoas que passam por essa dificuldade, se sintam mais depressivas e pouco compreendidas em sua dor pelos que estão a sua volta; já que o “Dia das Mães” é de comemorações e, para quem não passa por esse problema, é mais difícil compreender como alguém pode se sentir machucado com essa data. O que poucos sabem, é que a mulher que vivencia a infertilidade se vê mergulhada num mundo de incertezas e dores. È muito frustrante desejar algo fortemente e ter o seu desejo negado, sem poder fazer muito para reverter esse quadro, afinal, nenhum tratamento de reprodução assistida oferece resultado certeiro. Nesse processo, muitas feridas são abertas, principalmente, relacionadas à feminilidade, autoestima e até mesmo, dentro da relação conjugal, a qual pode passar a ser percebida como mais frágil e vulnerável. Assim, é necessário ser muito forte e paciente para enfrentar esse processo. Resgatar todas as motivações que impulsionam o desejo e seguir em frente. É verdade que não sabemos quando o bebê virá e nem mesmo qual será o ano do seu primeiro “Dia das Mães”, porém, com certeza a persistência na luta para que o filho se torne possível permitirá que ele se torne um sonho real.

Luciana Leis

O “Dia das Mães” em meio à dificuldade de ter filho

Entre tantas datas festivas durante o ano, no segundo domingo de maio é comemorado o “Dia das Mães”, data que pode ser dotada de diversos significados dependendo de quem a vivencia e do momento de vida em que se encontra. Para algumas mulheres esse dia não passa de uma data comercial, onde lojistas esperam ansiosamente para venderem mais, já para outras, que ainda não pensam em ser mãe, esse é um momento de comemorar com suas progenitoras e agradecer por todos os cuidados prestados. Agora, para mulheres que buscam por um filho, toda a época que antecede esse dia costuma ser repleta de tristezas e incertezas. É inevitável o questionamento sobre se algum dia chegará o “seu dia”, já que para muitas, às vezes são meses ou até anos de espera para a concretização deste sonho. Sentimentos de insegurança e medo da não realização deste desejo costumam invadir essas mulheres, que muitas vezes chegam até mesmo a perder as esperanças de que a maternidade também poderá ser para elas. Penso que é bastante complicado quando acontece a perda da crença interna em ser mãe. Claro que compreendo que esse sentimento é bem comum, principalmente, entre as pessoas que tentam engravidar há bastante tempo. A impressão que me dá é que, com tantas frustrações, fica inscrito internamente no psiquismo destas mulheres: “Incapaz para ser mãe”, quando, na verdade, não sabemos o porquê das coisas, e muito menos, podemos controlar o momento de chegada de uma nova vida, então, como se responsabilizar por isso? Escuto muitas vezes das pessoas que atendo: “Preciso conviver com a possibilidade de ser como também de não ser mãe!”. Daí o meu questionamento: Será?Penso que a maternidade realmente só não será possível para as que desistirem dela, já que, se não podemos controlar a via biológica, podemos sim abrir novos caminhos para a realização desse desejo. Hoje em dia, existem diversas formas de tratamentos que possibilitam, de alguma forma, a realização deste sonho; além disso, a adoção também pode ser um caminho a ser considerado para as que possam se abrir para ela. Desta maneira, a força interna de cada pessoa para perseverar neste sonho, assim como, a crença em sua capacidade de cuidar e amar uma criança serão determinantes neste processo, até a chegada do dia de poderem ouvir “Feliz Dia das Mães”.