Homenagem ao “Dia dos Futuros Papais”

Olá, seguidores!

Com a proximidade do “Dia dos Pais” quero dividir com vcs o comercial deste ano do chocolate Ferrero Rocher. O comercial aborda, de forma sutil, a conquista da gravidez no contexto da dificuldade de gravidez.

Penso que não podemos esquecer que os homens também sofrem em meio à infertilidade e e, em grande parte das vezes, são o ombro que nos acalenta nas decepções e o incentivo a não desistirmos do sonho. Fica aqui minha homenagem aos futuros papais!

Luciana Leis

 

“Dia dos Pais” em meio à infertilidade

Com a proximidade do “Dia dos Pais”, não posso deixar de lembrar neste blog a luta de todos os homens que, juntamente com suas companheiras, estão na batalha por um filho.

São homens que, na maioria das vezes, sofrem tanto quanto suas mulheres a dor de não conseguirem ter seu desejo por um filho atendido. Porém, costumam sofrer calados, pois se sentem responsáveis em enxugar as lágrimas de suas mulheres e, ao mesmo tempo, poupá-las de suas dores.

            Somado a isso, precisam ainda lidar com as brincadeiras de mau gosto que permeiam sobre o assunto infertilidade, muitas vezes confundido (no senso comum) com falta de virilidade ou masculinidade. Em certos momentos, até eles próprios passam a questionar sua potência, já que a gravidez não acontece e há uma cobrança pessoal pela conquista da mesma.

            Percebo, na prática clínica, que diante do sofrimento com a infertilidade demonstrado por suas esposas, muitos homens sentem-se responsáveis em conseguir dar o tão desejado filho a elas e, assim, apaziguar essa dor. Afinal, o amor tem dessas coisas; costuma buscar a felicidade do ente querido, em certos momentos, até mesmo antes que a sua.

            Para todos os homens que buscam ser pai, meus sinceros votos de que esse sonho, em breve, se torne realidade. Que vocês possam encontrar forças internas para continuar nessa luta e que a essa possa resultar em um bebê em seus colos.

Luciana Leis

“Dia dos Pais” e infertilidade: uma dor silenciosa

A dor vivenciada pelo homem com dificuldades para ter um filho, é muito pouco falada e até mesmo, pouco reconhecida pela sociedade, já que o foco, na maioria das vezes, fica em torno das mulheres, as quais se permitem maior expressão de seus sentimentos e pensamentos a respeito desse assunto. No entanto, embora os homens pouco falem a respeito do que sentem, isso, não necessariamente, quer dizer que não sintam. Algumas mulheres, inclusive, chegam a se incomodar com tal fato, acreditando que sofrem sozinhas com esse problema, já que seus maridos pouco afeto demonstram neste sentido.   Há anos atendendo casais com infertilidade, percebo que os homens sofrem tanto quanto suas companheiras com esse acontecimento, hora ou outra se pegam fazendo cálculos sobre o dia da ovulação da esposa e, aguardam todo mês, ansiosamente, por um resultado diferente da menstruação no final do ciclo feminino. Além disso, também sonham com seus “bebês imaginários”, coisas que poderiam fazer ou ensinar a ele, caso existisse, entre outras coisas. Porém, tudo isso é vivenciado em meio a um certo silêncio masculino, já que em nossa sociedade “homem não chora” e tampouco pode demonstrar fragilidade, uma vez que essa última pode ser sinônimo de fraqueza. O fato das mulheres demonstrarem seus sentimentos e passarem por tratamentos, muitas vezes dolorosos, em busca do filho, faz com que o homem sinta-se ainda mais inibido em dar vazão ao que sente, já que alguém precisa ser forte para não piorar ainda mais toda essa situação. O sentimento de impotência é também bastante comum neste público de homens, pois se sentem impotentes por não conseguirem engravidar suas mulheres e também por não conseguirem controlar esse acontecimento, já que a gravidez e tudo que a envolve não ocorre no seu corpo. Tendo em vista todos esses aspectos, é de se imaginar o quão difícil acaba sendo para o homem a proximidade do “Dia dos Pais”, já que para o que busca por um filho, essa data passa a ter um significado muito diferente daquele de quando se buscava ser apenas filho. O desejo de paternidade dói enquanto não se vê satisfeito, no entanto, é ele a válvula motriz que impulsiona essa busca, até o dia de sua concretização e da escuta da tão esperada pronúncia “Pai”.

Luciana Leis