III Jornada Paulista de Psicologia em Reprodução Assistida

Esse post é destinado aos colegas psicólogos(as) e da área da saúde. Estou organizando a III Jornada Paulista de Psicologia em Reprodução Assistida pelo Projeto Alfa e Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Será dia 03/12/2016, sábado, das 8:30 às 13:30, na R Cincinato Braga, 37 (em frente ao Shopping Patio Paulista). Espero vcs!

Programação:

Desejo de filho: O que está por trás disso?

-Suporte Psicológico ao casal infértil: possíveis formas de atuação
-Desejo de filho o que está por trás disso?
-Dr. Google e as pacientes inférteis
-Apresentação e discussão de casos clínicos em infertilidade
-Reprodução assistida e as novas formas de conjugalidade e parentalidade
-Adoção como via de realização de desejo por um filho
-Avaliação psicológica de casais em fila de adoção
-Recepção de gametas de terceiros – revelar ou não a criança?

Informações e inscrição: eventos2@rgcomunic.com.br | (11) 3253-3713

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II Jornada Paulista de Psicologia em Reprodução Assistida- Dia 12/12/15

O post de hj é para meus colegas psicólogos (as). Estou organizando a II Jornada Paulista de Psicologia em Reprodução Assistida. Será sábado pela manhã, no dia 12/12/15, na cidade de São Paulo. A Jornada contará com a presença de diversas psicólogas com vasta experiência no campo da infertilidade e seus tratamentos. Inscrições com desconto devem ser feitas pelo telefone: 3253-3713. O valor com desconto é R$90,00. Façam suas inscrições, pois as vagas são limitadas e programação está super interessante. Confiram:

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Jornada de Psicologia em Reprodução Assistida

Hoje o post é destinado aos meus colegas psicólogos, médicos, enfermeiros, biomédicos, biólogos, enfermeiros e profissionais que tem interesse em conhecer um pouco mais sobre os aspectos emocionais envolvidos na vivência da infertilidade e seus tratamentos.

Estou organizando, juntamente com o Dr Newton E. Busso e com o apoio da Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva, uma Jornada de Psicologia em Reprodução Assistida. O evento contará com a presença de psicólogas com vasta experiência em temas ligados à dificuldade de gravidez e que trabalham em clínicas de reprodução assistida.

jornada de psicologia em reprodução assistida 2014

V Jornada de Psicologia em Reprodução Humana da Unifesp

unifespHoje o post é destinado às colegas psicólogas (os) e profissionais da área da saúde que trabalham ou tem interesse na área de reprodução assistida.

Dia 05 de outubro de 2013 acontecerá em São Paulo a V Jornada de Psicologia em Reprodução Humana da Unifesp, onde serão debatidos os aspectos psicológicos envolvidos na vivência da infertilidade e tratamentos de reprodução assistida. As incrições poderão ser feitas pelo site:  www.d1clickeventos.com.br/epm

Estarei participando como coordenadora de um dos debates.

Abaixo segue a programação a quem tiver interesse. Está bem bacana!

8:00 – 08:30 Entrega de material
08:30 – 08:40 Apresentação
08:40 – 09:10 Práticas da Psicologia na Reprodução Humana Assistida
Vânya Sansivieri Dossi
09:10 – 09:40 A infertilidade masculina sob a perspectiva de um médico
Daniel Suslik Zylbersztejn
09:40 – 10:10 Maternidade tardia – não há mais limite de idade?
Julieta Quayle
10:10 – 10:40 Discussão
Luciana Leis – coordenadora do debate
10:40 – 11:00 Intervalo
11:00 – 11:30 Homoparentalidade: um olhar da Sociologia
Rosana Machin
11:30 – 12:00 Homoparentalidade: um olhar da Psicologia
Helena M. Loureiro Montagnini
12:00 – 12:30 Criopreservação oncológica e social
Rose Marie Melamed
12:30 – 13:00 Discussão
Maria Yolanda Makuch – coordenadora do debate
 

1º Consenso Brasileiro de Psicologia em Reprodução Humana Assistida

Para minhas colegas psicólogas, segue a divulgação do evento que acontecerá no dia 24/08/12 no 16° Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida. Estarei no Consenso e também apresentando, durante o congresso, uma pesquisa sobre sexualidade e infertilidade.

1º Consenso Brasileiro de Psicologia em Reprodução Humana Assistida

24/08/2012 – 09h00 às 18h00

O desenvolvimento de pesquisas, do conhecimento científico e da prática da Psicologia na clínica da Reprodução Humana Assistida, motivou a realização do 1º CONSENSO BRASILEIRO DE PSICOLOGIA EM REPRODUÇÃO HUMANA ASSISTIDA, evento inédito nesta categoria no Brasil e que será realizado no dia 24 de agosto durante o XVI Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida, no Hotel Sofitel Jequitimar, no Guarujá em São Paulo.

O objetivo é reunir psicólogos especialistas para abordar teoria e prática de aspectos emocionais/psicológicos envolvidos no processo da reprodução humana assistida, congregando um expressivo numero de profissionais para a discussão de temas relevantes da área e divulgação do que se faz hoje na clinica psicológica da reprodução assistida, em nosso país.

A importância do profissional de Saúde Mental na equipe de Reprodução Humana Assistida é o foco central deste CONSENSO, que produzirá uma publicação contendo as pautas de debate e sugestões de condutas aos profissionais que atuam e aos que pretendem atuar no trabalho psicológico à Reprodução Assistida.

Luciana Leis

Aspectos psicológicos envolvidos na ovodoação

Quando um casal com dificuldades para engravidar busca o auxílio dos tratamentos de reprodução assistida, na maioria das vezes, espera sair desse processo com um filho biológico. Porém, em casos como os de falência ovariana e menopausa precoce, a fertilização com óvulo de doadora pode ser a alternativa terapêutica indicada pelo médico para a concretização do sonho de ter um filho. A ovodoação precisa ser entendida a fundo, ela é muito mais do que um procedimento indicado pelo médico. Há questões psicológicas advindas dessa técnica que merecem cuidados especiais para que sejam evitados problemas futuros. Sempre que falamos de ovodoação, estamos trazendo o tema adoção em pauta. É verdade que se trata de uma adoção diferente da tradicional, mas para a mulher que realiza esse tipo de procedimento, muitos dos aspectos psicológicos envolvidos na adoção clássica também são vivenciados na ovodoação. Assim, o luto pela perda do filho biológico e sentimentos de dor e frustração advindos desse processo podem ser experimentados para, aos poucos, cederem lugar a novas possibilidades de maternidade.  Há muitas mulheres que encontram dificuldades para entrar em contato com esse luto, negando para si mesmas o fato da adoção do óvulo, acreditando que por terem gerado a criança em seu próprio ventre, o material biológico é mesmo delas. Nestes casos, a negação inconsciente da necessidade de se utilizar o óvulo de uma mulher doadora marca a dificuldade de aceitação deste tipo de adoção, podendo, inclusive, gerar fantasmas posteriores ao nascimento do bebê, caso esse conteúdo inconsciente venha à tona novamente, em alguma outra etapa de vida. Outro aspecto emocional que pode ser acionado com a ovodoação é a fantasia de traição por parte do marido, através da fecundação do óvulo da doadora com o espermatozóide de seu companheiro. Por mais irracional que este tipo de pensamento possa parecer, precisamos considerar que o registro psíquico que temos de concepção de filhos é sempre a partir do material genético de cada um dos membros do casal, sendo, muitas vezes, difícil para algumas pacientes elaborar essa nova forma de concepção. Para casais que disputam poder dentro da relação conjugal, a ovodoação pode potencializar conflitos e ainda vir a prejudicar um terceiro: a criança. Tendo em vista os fatores levantados até agora, é possível compreender o porquê o emprego da ovodoação precisa ser cauteloso e requer um acompanhamento psicológico. Se apropriar do óvulo de outra mulher “como seu” requer um trabalho interno de elaboração desse processo, uma vez que para algumas mulheres, a ovodoação pode representar a frustração de não poder gerar um filho com seus próprios óvulos. Para outras, a experiência da ovodoação se traduz numa vivência de gratidão a alguém que não se conhece, mas que foi fundamental para entregar-lhe um presente para toda a vida.

Por Luciana Leis,  psicóloga, especializada no atendimento a casais que enfrentam problemas de fertilidade.